- Mohammed Ibrahim, 16 anos, cidadão palestino-americano dos Estados Unidos, foi preso em fevereiro de 2025 no occupied West Bank e mantido nove meses sem acusação, sendo liberado após pressão internacional.
- Ele afirma ter sido açoitado, humilhado e privado de comida suficiente, perdeu 33 quilos e contraiu sarna, com marcas visíveis no corpo; o caso ganhou atenção global por envolver um cidadão norte-americano.
- o Serviço Prisioneiro de Israel nega as alegações, dizendo não ter conhecimento dos incidentes descritos e não comentar casos individuais por razões de privacidade.
- Organizações de direitos humanos dizem que cerca de trezentos e sessenta crianças palestinas estão detidas por motivos de “segurança” em Israel, com cerca de cento e sessenta e oito sem acusação; cerca de 75% relatam violência física.
- O caso de Ibrahim ocorre em contexto de sistemas legais diferentes para colonos e palestinos e de preocupações com abuso e mortes em prisões, incluindo o caso de Walid Ahmad; esforços de legisladores dos EUA supervisionaram a libertação e a proteção de cidadãos norte-americanos no exterior.
Mohammed Ibrahim, um adolescente de 16 anos, foi detido nos territórios ocupados da Cisjordânia em fevereiro de 2025. Ele foi mantido em prisão administrativa por nove meses, sem ser acusado formalmente. A liberação ocorreu após pressão internacional e mobilização de familiares e organizações de direitos humanos.
Ibrahim retornou a Palm Bay, na Flórida, em novembro de 2025. Segundo ele, ficou com cicatrizes físicas e contraiu sarna por superlotação e falta de higiene nas prisões israelenses. A família diz que perdeu peso durante o cativeiro e que a alimentação era insuficiente.
A Polícia de Prisões de Israel (IPS) contestou as acusações, afirmando não ter conhecimento de tais incidentes e que não comenta casos individuais por motivos de privacidade. A defesa sustenta que relatos de violência física são comuns entre menores palestinos detidos.
Contexto e números
Atualmente cerca de 360 crianças palestinas estão detidas por razões de segurança em Israel, segundo o DCIP, com 168 sem acusação. Dados da organização apontam que aproximadamente 75% dos menores detidos relatam violência física, com base em entrevistas entre 2016 e 2022.
O caso de Ibrahim ganhou atenção global por ser cidadão americano. Organizações de direitos humanos destacam que muitos menores são mantidos sob leis militares, com baixa transparência processual e altas taxas de condenação.
Ibrahim foi preso na aldeia de al-Mazra al-Sharqiya, perto de Ramallah, na noite de 16 de fevereiro de 2025. Segundo ele, os soldados o acordaram, o prenderam com algemas e o levaram sem explicação, sob detenção administrativa.
Repercussões e impactos
A família recebeu apoio de legisladores norte-americanos, incluindo o senador Ben Van Hollen, que visitou Ramallah e participou de carta solicitando a liberação. O Departamento de Estado indicou que houve atuação diplomática contínua para assistência consular.
Ibrahim afirma que a pressão pública foi decisiva para sua libertação. Ele disse que enfrentou interrogatórios com ameaças de agressão, o que teria influenciado seu testemunho inicial, segundo afirmações da família. A defesa sustenta que práticas de detenção infantil persistem na região.
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