- O presidente de Israel, Isaac Herzog, deve chegar à Austrália na próxima semana, em visita oficialmente convidada pelo primeiro-ministro e pelo governador-geral.
- O vice-primeiro-ministro Richard Marles defende a audiência e disse que a visita é “importante” no contexto do ataque terrorista em Bondi.
- O deputado Ed Husic, crítico da política de Israel em Gaza, afirmou ter “preocupações profundas” com a visita.
- Chris Sidoti, relator da Comissão da ONU sobre os Territórios Ocupados, pediu que o governo de Albanese retire o convite à visita.
- Em Nova Gales do Sul, as restrições a protestos foram ampliadas, mas grupos ainda pretendem marchar contra Herzog durante a passagem pela Austrália.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá chegar à Austrália na próxima semana para uma visita oficial. O governo australiano confirmou o convite feito pelo primeiro-ministro e pelo governador-geral. O ministro da Defesa, Richard Marles, defende a viagem como relevante no contexto do ataque terrorista em Bondi.
Marles, em entrevista à Sky News, destacou que a visita é importante para a relação entre os dois países e para a cooperação regional. A agenda inclui encontros com autoridades australianas e eventos oficiais. O objetivo é reforçar laços diplomáticos e de segurança.
Husic diz ter grandes preocupações com a visita, devido a ações de Israel em Gaza. O deputado trabalhista afirmou em entrevista que avalia o tema com cautela e que envolve aspectos humanitários e de segurança. O governo mantém o convite e ressalta o caráter institucional da viagem.
Reações dentro do governo e críticas internas
Chris Sidoti, integrante de uma comissão da ONU sobre territórios ocupados, também pediu que o governo reconsidere ou retire o convite para Herzog. O assunto divide o próprio Partido Trabalhista, com apoios e críticas ao encontro.
Marles reiterou que Herzog será recebido de forma cordial como convidado oficial do governo, ressaltando o protocolo de representação. O deputy prime minister reforçou a natureza pública da visita e o caráter institucional da presença.
Projeção de segurança e protestos
Paralelamente, as autoridades de NSW ampliaram restrições a protestos antes da visita. Grupos contrários aos planos de manifestação indicaram que manterão as marchas programadas contra o presidente israelense.
A polícia estadual informou que as medidas visam assegurar a segurança pública durante eventos oficiais e deslocamentos do presidente. Os organizadores das ações afirmaram que continuarão com as atividades previstas.
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