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Não envio de submarinos nucleares AUKUS à Austrália é opção em relatório do Congresso

Relatório do Congresso avalia não vender submarinos nucleares Virginia à Austrália, mantendo-os sob comando dos EUA e operando a partir de bases australianas

A Virginia-class attack submarine undergoing sea trials. A new report looks at alternatives to selling Australia nuclear attack submarines through the Aukus program and instead operating them under US command out of Australian bases.
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  • Relatório da Congressional Research Service sugere não vender submarinos nucleares a Australia, mantendo-os sob comando dos EUA para operá-los a partir de bases australianas.
  • Motivo: a Australia não se compromete a apoiar os EUA em um conflito com a China sobre Taiwan, o que poderia deixar os submarinos disponíveis apenas para a crise.
  • No cenário atual do Aukus, a Australia compraria entre três e cinco submarinos Virginia-class até 2032, seguido pela construção de oito submarinos baseados em projeto britânico na década de 2040.
  • O relatório propõe que, em vez da venda, o dinheiro economizado seja aplicado em outras capacidades de defesa; também levanta preocupações de cibersegurança ao compartilhar tecnologia nuclear.
  • O texto destaca atrasos na construção dos submarinos nos estaleiros dos EUA, o que complica suprir tanto a frota americana quanto a demanda australiana, mantendo a venda sujeita à disponibilidade da marinha norte-americana.

A nova proposta do Congressional Research Service (CRS) sugere que os EUA não venda nenhuma de suas submarinas nucleares a Australia, mesmo sob o acordo Aukus. A ideia é manter sob comando norte-americano os submarinos destinados à Austrália, operando-os a partir de bases australianas. O relatório aponta que isso evitaria que as submarinas ficassem indisponíveis em crises com a China naquela região.

Segundo o CRS, a medida poderia fortalecer o uso estratégico dos barcos dos EUA em caso de conflito com a China sobre Taiwan, já que a Austrália não assumiria compromissos formais de apoio imediato. A organização cita declarações do ministro da Defesa da Austrália, Richard Marles, e do chefe da Marinha, de que Canberra não faria promessas de suporte em uma eventual guerra.

Contexto e impactos

O relatório enfatiza que vender três a cinco submarinos Virginia-class à Austrália poderia reduzir a capacidade de dissuasão dos EUA em uma crise China-EUA. Em vez disso, sugere que os submarinos permaneçam na frota norte-americana, sendo operados a partir de bases australianas, junto com outras unidades offshore.

A proposta contrasta com o caminho atual do Aukus, que prevê, inicialmente, a compra de três a cinco submarinos nucleares Virginia-class pela Austrália, com entrega prevista para 2032. A Austrália planeja também ter, no início dos anos 2040, o primeiro de oito submarinos construídos localmente com base no projeto britânico.

Argumentos e riscos

O CRS sustenta que o financiamento disponível poderia ser redirecionado para outras capacidades, como mísseis anti-navio de longo alcance e plataformas de drones. A ideia seria criar uma força australiana preparada para diferentes missões, inclusive não ligadas a submarinos.

O relatório também levanta preocupações de cibersegurança, afirmando que hackers ligados à China atuam para invadir redes governamentais e contratuais australianas. Compartilhar tecnologia nuclear poderia ampliar pontos de acesso para ameaças cibernéticas.

O estudo observa ainda o atraso estrutural nas estaleiros dos EUA, que não acompanham a demanda interna de submarinos. A frota atual tem apenas cerca de 49 de 66 submarinos desejados, com a produção de Virginia-class em ritmo de 1,1 a 1,2 navios por ano desde 2022.

Legislação e alternativas

A legislação atual proíbe a venda de qualquer submarino à Austrália caso o US Navy precise da própria frota. O presidente dos EUA deve certificar que abrir mão de uma submarina não comprometerá as capacidades submarinas do país.

O CRS, por meio de Ronald O’Rourke, defende manter o acordo Aukus como está, argumentando que vender submarinos seria um sinal claro de determinação conjunta dos EUA, da Austrália e do Reino Unido contra a modernização militar chinesa.

Repercussão e próximos passos

A Guardian solicitou comentário do ministro da Defesa da Austrália, que ainda não respondeu. O relatório indica que o debate sobre o modelo de cooperação permanece e pode influenciar futuras decisões orçamentárias e estratégicas na região.

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