- O tratado New START, o último acordo nuclear entre Rússia e Estados Unidos, expira em poucas horas, sem acordo de extensão.
- Sem o acordo, as duas maiores potências ficam sem limites formais para armas nucleares, elevando o risco de uma corrida armamentista com a atuação da China.
- Especialistas dizem que, na falta de extensão, cada lado poderia adicionar centenas de ogivas aos seus arsenais implantados, potencialmente dobrando o tamanho atual.
- Até o momento não houve resposta oficial dos Estados Unidos à proposta de Putin de ampliar os limites; o exato momento de expiração foi estimado perto de 23h00 GMT, em Bruxelas (meia-noite em Praga).
- Os estoques totais caíram desde o pico de 1986, mas EUA e Rússia estão atualizando armas e a China ampliou significativamente seu arsenal, o que complica a confiança e a verificação de intenções nucleares.
O Tratado New START, acordo estratégico entre Rússia e Estados Unidos, deve expirar nas próximas horas, conforme autoridades de Moscou. O acordo, firmado em 2010, limita arsenais de mísseis nucleares e bombarderos estratégicos, buscando evitar uma corrida armamentista. A passagem sem extensão formal pode deixar os dois maiores arsenais do mundo sem limites pela primeira vez em mais de meio século.
Especialistas indicam que, sem a extensão, cada lado terá maior liberdade para aumentar o número de ogivas em uso, caso deseje. Economias e custos de modernização pesam sobre qualquer decisão de ampliar arsenais, ainda que o impulso seja visto como perigoso por defensores do controle de armas.
No âmbito外交, autoridades americanas e russas discutiram a renovação, mas até o momento não houve confirmação de um acordo. A própria liderança russa propôs ampliar os limites do tratado além do prazo, enquanto Washington não respondeu de forma pública a essa sugestão.
Dados históricos apontam que o armazenamento total de ogivas caiu de cerca de 70 mil em 1986 para aproximadamente 12 mil em 2025. Ainda assim, EUA e Rússia investem em modernização de componentes nucleares, e a China tem aumentado consideravelmente seu arsenal nos últimos anos.
Analistas ressaltam que o fim do tratado não necessariamente sinaliza uma escalada automática. O custo elevado de armas nucleares e as incertezas políticas influenciam decisões sobre novas construções, testes ou implantações de armas.
— Subtítulo — Mudanças no cenário de controle
O fim do acordo pode impactar mecanismos de verificação, cooperação e transparência entre as potências. Observadores ressaltam a importância de canais diplomáticos para evitar mal-entendidos estratégicos e manter a estabilidade regional e global.
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