- Officials africanos participaram de uma cúpula sobre minerais críticos em Washington, reunindo representantes de Angola, RD Congo, Gabão, Guinea e Nigéria; cerca de cinquenta países estiveram presentes, com o objetivo de contrapor a dominância da China, segundo o governo dos Estados Unidos.
- O encontro ocorreu após o anúncio de um estoque estratégico de minerais críticos, chamado “Project Vault”, com quase 12 bilhões de dólares, apoiado por 1,67 bilhão de dólares em capital privado e um empréstimo de 10 bilhões de dólares do Eximbank.
- A África é vista como parte essencial para diversificar a lista de minerais críticos, como tântalo e manganês, com grande presença de reservas no continente (Congo, Nigéria e Ruanda; África do Sul detém grande parte das reservas de manganês; Gabão abastece boa parcela das importações dos EUA).
- As tensões volta a alcançar a região de Tigray, na Etiópia, com confrontos entre forças federais e milícias, suspensão de voos e derrota de um trabalhador humanitário em ataques com drone; autoridades etíopes e o grupo TPLF diriam buscar diálogo mediado.
- A África do Sul anunciou retirada temporária de compromissos com o G-20 a pedido dos EUA, indicativo de ajustes diplomáticos no relacionamento com Washington e de questões comerciais e políticas em jogo.
Officials de nações africanas participaram de um encontro sobre minerais críticos em Washington, na quarta-feira, visando contestar a dominância chinesa e ampliar acordos com os EUA. O painel reuniu representantes de Angola, RDC, Gabão, Guiné e Nigeria, entre cerca de 50 países.
O cônsul-geral dos EUA, Marco Rubio, sediou o encontro, que teve como tema a formação de um bloco comercial para contrapor o poder de exportação da China. A reunião coincide com o anúncio de um estoque estratégico de minerais, o Project Vault, com apoio privado e crédito governamental.
A pauta incluiu itens sobre tantalum e manganês, minerais-chave para defesa e siderurgia. A África concentra grande parte da produção mundial de tantalum, em دول como Congo e Nigéria, enquanto a África do Sul detém grande parte das reservas de manganês.
As negociações ocorrem em meio a tensões na relação EUA-África. O governo americano busca ampliar o acesso a recursos naturais africanos, ao mesmo tempo em que impõe medidas de restrição de vistos e cortes de ajuda de saúde, afetando a cooperação bilateral.
Na prática, ainda não houve grandes avanços em acordos para minerais críticos. Um acordo com Congo e Ruanda, mediado pelos EUA, prevê acesso preferencial de empresas americanas a reservas estratégicas em troca de apoio de segurança, mas a implementação permanece incerta.
Entre os países africanos, a Nigéria enviou a comitiva liderada pela esposa do presidente, Oluremi Tinubu, em meio a negociações de cooperação de segurança para atenuar pressões de Washington por ações contra organizações insurgentes. O governo Nigerian busca flexibilidade econômica.
Guiné, maior exportadora de bauxita, sinalizou abertura para negócios com Washington enquanto expande projetos de mineração com a China, mostrando a complexa dependência entre blocos globais.
A Semana que Vem
Wednesday, 4 de fevereiro: Rubio realiza a primeira edição ministerial de minerais críticos em Washington.
terça-feira, 10 de fevereiro: Conselho de Segurança da ONU recebe briefing sobre a situação no Sudão do Sul.
O que Observamos
Conflitos reabriram na região de Tigray, na Etiópia, com confrontos entre forças federais e milícias, elevando tensões na região. Um drone do conflito matou um trabalhador humanitário, segundo relatos iniciais.
Tunísia estendeu o estado de emergência até o fim de 2026, mantendo poderes de repressão, como restrição de movimentos e buscas.
A África do Sul retirou-se temporariamente de reuniões do G-20 a pedido dos EUA. Pretoria busca reacender relações comerciais com Washington, ainda que persista discordâncias sobre a política externa.
Gana informou queda na pobreza multidimensional para 21,9% no 3º trimestre de 2025, com melhoria em nutrição e educação, apesar de desigualdades regionais persistentes.
Esteja atento: o panorama atual acompanha o momento de expansão econômica africana, com projeção de crescimento superior ao da Ásia neste ano.
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