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Rússia e Ucrânia: quão perto está o acordo de paz e o que cada lado quer

Negociações Ucrânia-Rússia em Abu Dhabi avançam, mas grande lacuna persiste sobre território, mantendo a possibilidade de continuidade do conflito

A crater left by a Russian strike outside a block of flats in Zaporizhzhia, Ukraine.
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  • Delegações da Ucrânia, Rússia e representantes dos EUA se reúnem em Abu Dhabi para a segunda rodada de negociações, mantendo o formato do encontro anterior.
  • O grande obstáculo continua: Moscou exige ceder o Donbas inteiro; Kyiv discorda, mas sinaliza abertura a acordos que incluam retirada de tropas ou zona desmilitarizada.
  • Mesmo com avanços limitados, EUA pressionam a Ucrânia a abrir mão do Donbas em troca de garantias de segurança; há resistência a concessões territoriais.
  • Participantes incluem, pela Ucrânia, Budanov, Arakhamia e Hnatov; pela Rússia, Kostyukov e Dmitriev; e, dos EUA, Witkoff e Kushner. Não há confirmação de encontro entre Putin e Zelenskyy.
  • O amplo desejo de paz persiste entre ucranianos, mas há receio de um acordo que entregue Donbas; na Rússia, apoio à negociação é citado, porém sem concessões territoriais.

A mesa de negociações entre Ucrânia e Rússia se reúne em Abu Dhabi para uma segunda rodada de talks mediadas pelos Estados Unidos. As delegações, de Kyiv e Moscou, devem retomar o formato do encontro anterior, com representantes de Washington, Kyiv e Moscou presentes. O objetivo é buscar avanços para um possível acordo de paz, mesmo com grandes diferenças entre as partes.

Apesar de tom otimista de Washington sobre a aproximação, Kiev e Moscou mantêm cautela. As partes reconhecem obstáculos significativos, sobretudo sobre território e garantias de segurança. Moscou exige concessões territoriais que Kyiv ainda não aceita integralmente, elevando o peso das negociações.

O plano do governo ucraniano inclui discutir a retirada de tropas de partes do leste do país e a criação de uma zona desmilitarizada, mas Zelenskyy também sinaliza abertura a arranjos alternativos. Washington pressiona pela retirada de Donbas como condição para garantias de segurança.

Do lado russo, as autoridades repetem que qualquer acordo deve levar a ceder o controle sobre o leste da Ucrânia. A exigência implica manter o Donbas sob influência russa, algo que Kyiv rejeita. Diferenças sobre formação de garantias de segurança dificultam o caminho para um acordo.

Entre os participantes está o chefe da inteligência ucraniana, Kyrylo Budanov, e o chefe da GRU russa, Igor Kostyukov, com o envio especial Kirill Dmitriev representando Moscou. Do lado americano, emissores de alto nível acompanham as negociações, sem vislumbrar prazos.

A expectativa diante do encontro é medir o quanto é possível avançar em questões de território, segurança e participação internacional. Mesmo com sinais públicos de disposição para negociar, a divergência persiste entre as posições centrais.

Pesquisa de opinião mostra cansaço entre ucranianos com a guerra e resistência a ceder totalmente o Donbas. Em contrapartida, pesquisas russas indicam maior apoio à continuação dos combates e menor aceitação de concessões territoriais, dentro de limites de censura.

Se as conversas não produzirem um acordo, analistas sugerem que o conflito pode se estender por tempo ainda indefinido. A situação econômica da Rússia e o desgaste de Ucrânia, com danos à infraestrutura, mantêm o embate sem sinal claro de resolução rápida.

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