- O tratado New START, último acordo que limitava os arsenais nucleares entre EUA e Rússia, expira em quatro de fevereiro.
- Não há negociações em andamento para prorrogação do acordo, mesmo com críticas sobre o fim dos mecanismos de controle.
- EUA e Rússia concentram cerca de 87% das armas nucleares do mundo, o que torna a expiração um marco estratégico relevante e eleva incertezas.
- O New START previa verificação, trocas de dados semestrais e inspeções in loco; com a expiração, esses mecanismos deixam de existir.
- A Rússia sugeriu continuar observando os limites por mais um ano se os EUA aceitarem o mesmo; até o momento, não houve resposta formal dos EUA.
O tratado New START, que limitava as armas nucleares entre EUA e Rússia, expira em 4 de fevereiro. Não há negociações em curso para uma prorrogação. A fala do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a expiração gerou ceticismo entre analistas.
A expiração interrompe o último acordo que permitia mecanismos de notificação, inspeção e verificação entre as duas maiores potências nucleares. Juntos, EUA e Rússia reúnem cerca de 87% das ogivas globais, segundo organizações de não proliferação.
O que é o New START?
O tratado, assinado em 2010, reduziu limites de armas estratégicas entre Washington e Moscou, com metas para mísseis, ogivas e lançadores. Ele previa inspeções periódicas e troca de dados para assegurar conformidade entre as partes.
Limitações e histórico de prorrogações
Críticos destacaram cortes modestos e abrangência limitada. O acordo foi prorrogado por Biden em 2021, pouco antes de expirar, mas não prevê novas prorrogações após o atual prazo. Em 2023, a Rússia suspendeu parte da implementação.
Possíveis desdobramentos e cenários
Sem o compliance do New START, o controle bilateral tende a enfraquecer. Os arsenais estratégicos podem crescer acima dos atuais limites, com aumento de incerteza e de inquietação internacional.
Contexto geopolítico
As ações de Trump e de Putin, inclusive declarações e movimentações militares, são observadas por especialistas como sinais de maior volatilidade. Analistas destacam a falta de progressos em negociações trilaterais com a China até o momento.
Impacto global e futuro
Especialistas avisam que, sem um mecanismo verificável, a corrida armamentista pode se intensificar em outras nações. A desativação de regras de contenção eleva o risco de uso de armas nucleares e dificulta o desarmamento internacional.
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