- Tribunal em budapeste condenou a cidadã alemã Maja T. a oito anos de prisão por agressão a supostos simpatizantes de extremar direita, dentro de um grupo anti-fascista que foi a húngaria counter rally.
- Ela foi presa em berlim em dezembro de 2023 e transferida para a hungria mediante mandado europeu de prisão.
- Juiz a considerou culpada de “tentativa de lesões corporais” dentro de um grupo criminoso organizado.
- Segundo a promotoria, o grupo de esquerda planejava enfrentar a direita extremista com ataques violentos a pessoas des de diferentes instrumentos capazes de causar morte.
- O caso ganhou repercussão internacional após a decisão da corte constitucional da alemanha, em 2025, de que a extradição de maia t. foi ilegal, argumentando violação à carta dos direitos fundamentais da ue.
O tribunal húngaro condenou uma cidadã alemã a oito anos de prisão nesta quarta-feira, por agressão contra suspeitos de simpatia pelo extremismo de direita em Budapeste, em 2023. A atuação integrou um grupo anti-fascista que foi a Hungria para contrapor um comício de direita. A ré ficou identificada apenas como Maja T.
Maja T. foi presa em Berlim, em dezembro de 2023, via mandado de prisão europeu, e posteriormente transferida para a Hungria. O juiz considerou que houve tentativa de dano corporal, como parte de um grupo criminoso organizado, segundo a acusação.
A acusação detalha que o grupo de extrema esquerda planejou enfrentar de forma ideológica com ataques violentos a simpatizantes da direita extremista, com o objetivo de agredir pessoas usando instrumentos capazes de causar morte. O caso recebeu atenção internacional após a decisão da Corte Constitucional da Alemanha, em fevereiro de 2025, de que a extradição de Maja T., que se identifica como não-binária, para a Hungria foi injusta, sustentando violação ao Charter dos Direitos Fundamentais da UE.
No contexto político, a Hungria tem promovido políticas associadas aos direitos LGBTQ+, com críticas de Bruxelas a leis consideradas discriminatórias. Autoridades húngaras asseguram que pessoas não binárias não são alvo de discriminação ou violência em prisões.
Maja T. afirmou em tribunal que as acusações eram políticas. O Ministério da Justiça da Alemanha disse não ter comentários sobre o caso. Acompanham o processo a italiana Ilaria Salis, outra acusada, que lecionava e foi libertada de prisão domiciliar em 2024 depois de ser eleita eurodeputada. Os procuradores buscavam uma pena de 11 anos para Salis, que negou as acusações junto com a família.
O processo conta ainda com outros réus que enfrentaram julgamento por ataques, sem que todos os veredictos tenham sido divulgados. As informações são da Reuters, com reportagem adicional de correspondente local em Berlim.
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