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Trump ataca pilares da democracia, segundo HRW

Relatório da Human Rights Watch aponta retrocesso da democracia dos EUA sob Trump, citando crackdown migratório e ataques a direitos de voto

U.S. President Donald Trump listens as U.S. Health and Human Services (HHS) Secretary Robert F. Kennedy Jr. speaks during the signing ceremony for the Whole Milk for Healthy Kids Act in the White House in Washington
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  • A Human Rights Watch divulgou o World Report anual, dizendo que Donald Trump atacou pilares da democracia dos EUA, com foco no crackdown migratório e em ameaças aos direitos de voto.
  • A organização afirma que Rússia, China e Estados Unidos estão menos livres do que há vinte anos, e que 72% da população mundial vive sob autocracia.
  • Bolopion criticou o uso de retórica racista, políticas alinhadas a uma ideologia nacionalista branca e o tratamento de imigrantes e requerentes de asilo.
  • O relatório aponta deportações de migrantes para uma mega-prisão em El Salvador e ataques a barcos suspeitos de contrabando de drogas.
  • A HRW alerta que o futuro da defesa dos direitos humanos passa pelos EUA, com impactos globais, e chama por uma coalizão global em prol de direitos humanos e da ordem baseada em regras.

O Human Rights Watch divulgou, nesta quarta-feira, seu Relatório Mundial 2026 sobre direitos humanos, destacando ataques a pilares da democracia nos EUA, além de críticas a países como Rússia, China e informações sobre políticas de imigração. A organização aponta queda da qualidade democrática em várias regiões.

Segundo o relatório, a democracia no mundo estaria em níveis de 1985, com 72% da população global sob regimes autocráticos. O documento cita políticas de imigração dos EUA, restrições a direitos de voto e outras medidas como fatores de maior centralização de poder.

A diretora executiva do HRW, I think you mean Philippe Bolopion, afirma que a administração Trump enfraqueceu mecanismos de freios e contrapesos no país e criou um ambiente mais hostil à democracia. A presidente americana não respondeu publicamente ao momento de lançamento.

Bolopion destacou que o documento critica o uso de retóricas racistas e políticas associadas a ideologias nacionalistas entre as ações do governo dos EUA, além de mencionar tratamento de imigrantes e requerentes de asilo. O relatório também aborda recentemente mortes em operações de fiscalização de fronteira.

Entre outros pontos, o HRW aponta ações contra supostos barcos de droga, bem como o deslocamento de centenas de migrantes para uma prisão de grande porte em El Salvador, medida interpretada como arriscando violações de direitos humanos.

O documento relaciona ainda mudanças na relação dos EUA com aliados ocidentais, indicando que alguns governos preferem manter silêncio para evitar tarifas ou abalar alianças. O HRW defende uma coalisão global que fortaleça direitos humanos e a ordem internacional baseada em normas.

O relatório analisa também ações de autoridades chinesas, que teriam restringido liberdade de expressão e religiosa, e de autoridades russas, com aumento da repressão a dissidentes. A obra aponta que, em 2026, a importância da defesa dos direitos humanos tende a se intensificar nos EUA e reverberar globalmente.

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