- A Human Rights Watch divulgou o World Report anual, dizendo que Donald Trump atacou pilares da democracia dos EUA, com foco no crackdown migratório e em ameaças aos direitos de voto.
- A organização afirma que Rússia, China e Estados Unidos estão menos livres do que há vinte anos, e que 72% da população mundial vive sob autocracia.
- Bolopion criticou o uso de retórica racista, políticas alinhadas a uma ideologia nacionalista branca e o tratamento de imigrantes e requerentes de asilo.
- O relatório aponta deportações de migrantes para uma mega-prisão em El Salvador e ataques a barcos suspeitos de contrabando de drogas.
- A HRW alerta que o futuro da defesa dos direitos humanos passa pelos EUA, com impactos globais, e chama por uma coalizão global em prol de direitos humanos e da ordem baseada em regras.
O Human Rights Watch divulgou, nesta quarta-feira, seu Relatório Mundial 2026 sobre direitos humanos, destacando ataques a pilares da democracia nos EUA, além de críticas a países como Rússia, China e informações sobre políticas de imigração. A organização aponta queda da qualidade democrática em várias regiões.
Segundo o relatório, a democracia no mundo estaria em níveis de 1985, com 72% da população global sob regimes autocráticos. O documento cita políticas de imigração dos EUA, restrições a direitos de voto e outras medidas como fatores de maior centralização de poder.
A diretora executiva do HRW, I think you mean Philippe Bolopion, afirma que a administração Trump enfraqueceu mecanismos de freios e contrapesos no país e criou um ambiente mais hostil à democracia. A presidente americana não respondeu publicamente ao momento de lançamento.
Bolopion destacou que o documento critica o uso de retóricas racistas e políticas associadas a ideologias nacionalistas entre as ações do governo dos EUA, além de mencionar tratamento de imigrantes e requerentes de asilo. O relatório também aborda recentemente mortes em operações de fiscalização de fronteira.
Entre outros pontos, o HRW aponta ações contra supostos barcos de droga, bem como o deslocamento de centenas de migrantes para uma prisão de grande porte em El Salvador, medida interpretada como arriscando violações de direitos humanos.
O documento relaciona ainda mudanças na relação dos EUA com aliados ocidentais, indicando que alguns governos preferem manter silêncio para evitar tarifas ou abalar alianças. O HRW defende uma coalisão global que fortaleça direitos humanos e a ordem internacional baseada em normas.
O relatório analisa também ações de autoridades chinesas, que teriam restringido liberdade de expressão e religiosa, e de autoridades russas, com aumento da repressão a dissidentes. A obra aponta que, em 2026, a importância da defesa dos direitos humanos tende a se intensificar nos EUA e reverberar globalmente.
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