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Voos humanitários para capital controlada pelos houthis devem recomeçar diz ONU

Voos humanitários vitais para Sanaa, sob controle Houthi, serão retomados neste mês, permitindo entrada e saída de ajuda para milhões em crise

A man walks outside the United Nations compound following reports of UN staffers being detained by the Houthis, in Sanaa, Yemen October 29, 2025. REUTERS/Khaled Abdullah
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  • AUN informou que voos de ajuda vital para Sanaa, controlada pelos houthis, serão retomados neste mês, após ficar bloqueados por um mês.
  • Os houthis utilizaram uma decisão na terça-feira para liberar voos durante fevereiro, permitindo a entrada e saída de organizações humanitárias.
  • A retomada visa levar suprimentos críticos a milhões de pessoas em meio a uma crise humanitária que se agrava no Iêmen.
  • Segundo a coordinadora residente e humanitária da ONU no Iêmen, Julien Harneis, as operações permanecem limitadas às áreas sob controle do governo.
  • O porta-voz cita que cerca de 21 milhões de pessoas precisam de assistência, com 4,8 milhões de deslocados internos e quase meio milhão de crianças com desnutrição grave.

Vital aid flights to Sanaa, capital of Yemen, will resume este mês after a month-long blockage by the Houthis, according to the UN. The flights are a lifeline for aid delivery amid a deteriorating crisis.

The Houthis approved flights for February, enabling aid groups to entrar e sair da capital, que fica sob controle do grupo. O UN Coordinator for Yemen, Julien Harneis, ressaltou a importância do retorno das operações.

Dados da ONU indicam que cerca de 21 milhões de pessoas precisam de ajuda no país, com dificuldades agravadas pelas regiões sob controle Houthis. O número inclui milhões em áreas sob esse grupo.

Conflito de 11 anos entre Houthis e o governo reconhecido internacionalmente, com Sanaa ocupado pelo movimento desde 2014. Quase 4,8 milhões estão deslocados e quase meio milhão de crianças necessitam de tratamento para desnutrição severa.

Na sexta-feira, a ONU informou que os Houthis não permitiam operações do Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas para Sanaa por mais de um mês, nem para Marib por mais de quatro meses. As flights são a única via para trabalhadores humanitários entrarem e saírem das áreas controladas.

Os Houthis já haviam contestado acusações de que o trabalho de algumas agências da ONU seria político ou de inteligência. A ONU nega essas alegações e mantém operações em áreas sob controle do governo.

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