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Wong entende sentimento da comunidade ao defender visita de Israel à Austrália

Wong defende visita do presidente de Israel à Austrália, destacando o contexto de luto e Gaza; cresce a oposição e protestos previstos

Asked about calls for Israeli president Isaac Herzog to be arrested in Australia, foreign minister Penny Wong confirmed she had considered legal advice on the visit.
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  • A chefe de relações exteriores, Penny Wong, defendeu a visita do presidente de Israel, Isaac Herzog, a Canberra, Melbourne e Sydney, destacando o contexto da visita e o apoio de líderes comunitários judeus.
  • Ato de volta de Israel ao país gerou reação negativa crescente, com pedidos para cancelar o convite e protestos previstos por membros do Legislativo de Nova Gales do Sul (NSW).
  • A visita foi organizada para encontrar membros da comunidade judaica que homenageiam as 15 vítimas do ataque em Bondi.
  • Críticos citam um parecer de uma comissão da ONU sobre possível genocide em Gaza e pedem adiamento ou ajuste da visita; houve também cobrança de responsabilização de autoridades israelenses.
  • O primeiro-ministro Anthony Albanese deve encontrar Herzog durante a viagem, enquanto o ministro da Defesa destacou que Herzog será recebido com cordialidade.

Australia reage à visita do presidente de Israel, Isaac Herzog, prevista para a próxima semana. Herzog visitará Canberra, Melbourne e Sydney a convite do governador-geral, Sam Mostyn, para encontro com membros da comunidade judaica local diante do ataque de Bondi.

A chancelaria de Canberra diz que crítica deve considerar o contexto. Penny Wong afirmou que líderes judeus pediram o convite e que o objetivo é promover diálogo e apoio humanitário. O governo busca equilíbrio entre segurança e coesão social.

A visita ocorre após 15 mortes em ataque a Bondi, que gerou comoção entre a comunidade judaica australiana. Wong destacou que o país quer proteger civis e facilitar ajuda humanitária na região de Gaza.

Críticos, incluindo o ex-comissário de direitos humanos Chris Sidoti, pedem a retirada do convite. Sidoti cita casos no direito internacional e a ocupação palestina para justificar a oposição à visita.

Ed Husic, ex-ministro do gabinete, e MPs do NSW do Partido Trabalhista manifestaram ceticismo sobre o itinerário. A oposição, representada por James Paterson, critica a posição dos legisladores do governo.

Wong disse ter considerado orientação legal sobre a viagem. Ela reforçou que Israel será avaliada pelo Tribunal Internacional de Justiça por eventuais violações da Convenção contra Genocídio.

A autoridade australiana ressaltou que o contexto inclui a cobrança de responsabilidade humanitária de Israel e o cuidado com a segurança da comunidade judaica local. O governo enfatiza cooperação internacional pela paz.

Marles, ministro da Defesa, afirmou que Herzog será um convidado bem-vindo e honrado. A relação entre Austrália e Israel é apresentada como foco de diálogo diplomático e cooperação regional.

A imprensa aponta a recente conclusão de uma comissão da ONU, em 2025, sobre possível genocídio em Gaza, citando Herzog entre líderes acusados de incitar. Israel tem dito que tais alegações estão distorcidas.

Separadamente, um australiano foi indiciado por suposta ameaça online contra um chefe de estado estrangeiro. A polícia federal executou mandado de busca no subúrio de Newtown, em Sydney.

O primeiro-ministro Anthony Albanese deve encontrar Herzog durante a visita. Não há confirmação de agenda final, mas a visita é acompanhada por debates sobre segurança, coesão social e responsabilidade humanitária.

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