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Acusação de estupro contra ex-CEO da Barclays em investigação dos EUA sobre Epstein

Documentos não mostram acusações comprovadas; relatos confidenciais apontam suposta violência sexual de Jes Staley, sem acusação formal

Jes Staley arrives for a court hearing in London in 2025. He has admitted to having sex with a member of Epstein’s staff.
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  • Procuradores dos EUA analisaram alegações de estupro e dano corporal contra o ex-presidente do Barclays, Jes Staley, em arquivos de Jeffrey Epstein, já tornados públicos.
  • O material cita que Staley teria forçado uma mulher a tocar seus genitais durante uma massagem e, posteriormente, a abusou sexualmente; há relatos de marcas no corpo de outra vítima.
  • A maior parte dessas informações vem de um memorando interno de 86 páginas, datado de 19 de dezembro de 2019, produzido pela Justiça e direcionado ao então procurador da SDNY Geoffrey S. Berman.
  • Não há evidência de que os agentes tenham decidido apresentar acusações; Staley nega qualquer irregularidade e nunca foi processado no caso.
  • Os documentos também mencionam acusações envolvendo o financista Leon Black e descrevem relatos de abuso de outras vítimas ligadas a Epstein, além de indicar comunicações anteriores entre Epstein e Staley.

O Ministério Público dos EUA abriu investigação envolvendo acusações de violência sexual contra Jes Staley, ex-CEO do Barclays e ex-banqueiro da JP Morgan, em documentos vinculados ao caso Jeffrey Epstein. Os relatórios foram tornados públicos recentemente e incluem relatos de suposto abuso de uma mulher durante um atendimento de massagem.

Os papéis indicam que proporcionaram entrevistas com vítimas, testemunhas e investigados, mas não há evidência de que as autoridades tenham decidido levar o caso adiante. Staley nega qualquer irregularidade e não foi formalmente acusado.

Entre os relatos, há menção a um suposto episódio ocorrido entre 2011 e 2012, quando Epstein supostamente mandou uma mulher fazer uma massagem que resultou em coerção e agressão sexual por parte de Staley. Também aparecem alegações de contacto sexual não consentido envolvendo outro financista, Leon Black, durante massagens com Epstein na residência de Epstein em Nova York.

Documentos e contexto

A maior parte das informações vem de um parecer interno de 86 páginas, produzido em 19 de dezembro de 2019, voltado a um inquérito sobre possíveis co-conspiradores de Epstein. O documento resume depoimentos de vítimas, testemunhas e pessoas sob investigação, e está endereçado ao então procurador-geral Geoffrey Berman. A maior parte do conteúdo é altamente redigida, o que dificulta a verificação de identidades.

Além disso, houve referência a um e-mail interno de 2019 que mencionou a acusação de estupro no contexto de uma massagem, com o uso de uma grafia ambígua para designar Staley. Outros anexos descrevem marcas no corpo de uma vítima associadas a um suposto episódio envolvendo Staley, com linguagem que indica conduta abusiva.

Contexto e desdobramentos

Staley teve uma relação próxima com Epstein desde 2000, quando liderava o Private Bank do JP Morgan. Em 2015 tornou-se CEO do Barclays e, em 2021, foi afastado por autoridades regulatórias britânicas por suas ligações com Epstein. Ele busca reverter uma proibição de atuação no setor financeiro do Reino Unido, sem sucesso até o momento.

As investigações também citam discussões sobre contatos entre Epstein, Staley e Leon Black, com alegações de que todos os três teriam interagido com a mesma vítima sem consentimento durante massagens. Documentos de 2023-2024 reforçam o interesse dos promotores em possíveis ações legais, mas não indicam decisões concluídas.

Situação atual

Não há evidência de que Staley tenha sido interrogado diretamente ou informado de uma acusação formal relacionada a Epstein. A Justiça norte-americana não se pronunciou sobre o conteúdo dos arquivos, e nenhum dos envolvidos comentou publicamente o assunto. Fontes mencionam que as investigações seguem sensíveis e com alta gravidade, mas sem encaminhamentos oficiais para acusação.

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