- Um tribunal militar azeri puniu 13 ex-funcionários de Nagorno-Karabakh, após o fim do controle de Baku na região em 2023.
- Cinco réus, entre eles o ex-líder de Karabakh Arayik Harutyunyan, receberam prisão perpeta; os demais pegaram de 15 a 20 anos de prisão.
- as condenações incluem crimes contra a paz e a humanidade, crimes de guerra, genocídio, violência na tomada do poder e terrorismo.
- O processo começou em janeiro de 2025 e há preocupações de grupos de direitos humanos sobre a lisura do julgamento.
- Ainda não houve veredito para Ruben Vardanyan, ex-banqueiro e segundo官 de Karabakh, para quem os promotores pedem prisão perpeta.
O Tribunal Militar da Azerbaijão condenou 13 antigos dirigentes de Nagorno-Karabakh a penas longas de prisão. Cinco réus, incluindo o ex-líder de Karabakh, Arayik Harutyunyan, receberam prisão perpétua. Os outros oito tiveram penas entre 15 e 20 anos.
Entre as acusações, estão crimes contra a paz e a humanidade, crimes de guerra, preparação e condução de guerra agressiva, genocídio, violações de leis e costumes de guerra, terrorismo e tomada violenta de poder. O veredito encerra um processo iniciado em janeiro de 2025.
Harutyunyan, cujo advogado afirmou que o cliente esperava pela sentença, não concorda com a acusação nem com o veredito. O advogado indicou que ainda não há decisão sobre apelação. A defesa descreveu o julgamento como prematuro para avaliar todas as questões.
O caso envolve ex-diretores de uma região que, apesar de considerada parte da Azeri, funcionou como estado separatista por três décadas. Em 2023, o Azerbaijão retomou o controle, levando cerca de 100 mil pessoas de origem armênia a fugirem para a Armênia.
Segundo relatos, o tribunal já havia concluído a maior parte do julgamento, que começou no início de 2025. A ação ocorreu em meio a uma série de controvérsias sobre a condução do processo e a observação de direitos humanos por parte de organizações internacionais.
Ainda não houve decisão sobre Ruben Vardanyan, um ex-banqueiro bilionário que atuou como segundo na hierarquia do Karabakh. Os promotores pedem para ele cumprir também pena de prisão perpétua.
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