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Cuba está disposta a negociar com EUA sem pressão após ameaças de Trump

Cuba diz estar disposta a dialogar com os EUA, sem pressão ou pré-condições, em meio à crise econômica e aos cortes de energia

The Cuban president, Miguel Díaz-Canel and his wife, Lis Cuesta Peraza de Díaz-Canel, at the funeral on 15 January 2026 of Cuban officers killed during the US operation in Venezuela seizing Nicolás Maduro.
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  • O presidente cubano, Miguel Díaz‑Canel, disse que Cuba está disposta a dialogar com os Estados Unidos, desde que seja “sem pressão” e sem pré‑condições.
  • O discurso ocorreu diante de uma foto de Fidel Castro e em meio a críticas a campanhas de difamação e guerra psicológica contra a ilha.
  • Nos EUA, o ex-presidente Donald Trump tem reforçado a pressão e anunciou possíveis ações, incluindo tarifas e outros constrangimentos.
  • Cuba enfrenta uma profunda crise econômica, com apagões, inflação alta e queda de salários, já sob restrições há anos.
  • Há sinais de apoio internacional (China e Rússia) e rumores de negociações em México, além de indícios de abastecimento de combustível venezuelano.

Miguel Díaz-Canel afirmou que Cuba está disposta a dialogar com os Estados Unidos, desde que a conversa ocorra sem pressão ou condições prévias. A declaração ocorreu em meio a críticas à suposta campanha de desinformação contra o país, veiculadas pela mídia internacional.

O presidente cubano fez o pronunciamento em tom firme, diante de uma foto de Fidel Castro. Ele disse que o país passou por campanhas de calúnia e guerra psicológica, mas mantém a disposição de conversar sobre qualquer tema, sem imposições externas. A fala foi transmitida pela televisão, pelo rádio e pelo YouTube.

Díaz-Canel mencionou tensões crescentes com os EUA desde a captura militar de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, um aliado de Havana. Na última semana, o ex-presidente Donald Trump afirmou que negociações já estariam em curso e sugeriu acordo com Cuba. Não houve confirmação de negociações formais.

O governo cubano, no entanto, sinalizou preparação para dificuldades econômicas. O país enfrenta queda econômica, com salários e pensões reduzidos pela inflação e interrupções de energia em várias regiões. Funcionários indicaram medidas para enfrentar o cenário, sem detalhar prazos ou impactos exatos.

Contexto econômico e contatos internacionais

Díaz-Canel afirmou ter recebido mensagens de líderes estrangeiros, entre eles presidentes da China e da Rússia, que reiteraram apoio a Cuba e à Venezuela. O presidente ressaltou o espírito de cooperação com aliados internacionais como componente estratégico da resposta cubana às sanções.

Um empresário com atuação de mais de 25 anos no mercado estatal cubano disse haver rumores de negociações já em curso, possivelmente em México. A declaração reforça a percepção de que o governo busca caminhos para mitigar o aperto externo, em meio a críticas e pressões externas.

Carlos Fernández de Cossío, o vice‑ministro das Relações Exteriores, reconheceu que as medidas para enfrentar o cenário são desafiadoras para o governo e para a população. Ele afirmou, à agencia Efe, que o equilíbrio entre ações criativas e eficazes será necessário para atravessar o contexto atual.

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