- A malnutrição aguda chegou a níveis de fome em duas áreas de Darfur do Norte, Um Baru e Kernoi, conforme o IPC.
- O patamar de desnutrição em crianças com menos de cinco anos em Um Baru ficou quase o dobro do limiar de fome.
- A classificação não formal de “fome” pelo IPC destaca níveis alarmantes de fome, com base em dados recentes.
- O conflito já provocou deslocamentos em massa e dificulta o acesso a serviços de saúde e a produção e distribuição de alimentos.
- Organizações humanitárias, como o CARE, afirmam que a resposta está limitada por cortes de financiamento, com necessidade urgente de recursos antes da temporada de chuvas e da estação seca.
Acute malnutrition atingiu níveis de fome em mais duas áreas de North Darfur, Sudão, informou nesta quinta-feira um monitor global de fome. A crise ocorre em meio a um conflito que deslocou milhões e desencadeou violência étnica.
O Mapeamento Integrado de Segurança Alimentar (IPC) aponta que os limiares de fome foram ultrapassados em Um Baru e Kernoi. A gravidade preocupa mesmo sem classificar formalmente fome, segundo o IPC.
O conflito é entre o Exército sudanês e o grupo paramilitar RSF, deflagrado há quase três anos. Em Khartoum e no interior, a violência agrava a insegurança alimentar, com regiões já sob pressão desde o ano passado.
Dados do IPC indicam quase 4,2 milhões de casos de malnutrição aguda no país, ante 3,7 milhões em 2025. A expansão envolve áreas com acesso restrito a serviços de saúde.
Desafios de assistência humanitária
O IPC destaca dificuldade de acesso a serviços vitais em North Darfur. Em Kernoi, apenas 25% das crianças com desnutrição severa estavam matriculadas em programas de tratamento, segundo o monitor.
Conflitos também prejudicam a produção e as cadeias de suprimentos de alimentos em regiões como Greater Kordofan, ampliando dependência de ajuda externa.
Organizações humanitárias alertam que a resposta está limitada por cortes de financiamento internacionais. A CARE International afirma que a capacidade de agir está seriamente comprometida.
Segundo a CARE, o financiamento é essencial para ampliar estoques antes da estação das chuvas e da temporada de escassez, quando as reservas do ciclo anterior ficam baixos.
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