- Bezalel Zini, de 50 anos, irmão do chefe do Shin Bet, foi acusado de auxiliar o inimigo em estado de guerra por suposto papel em rede de contrabando para Gaza durante o bloqueio israelense.
- A acusação envolve a suposta entrada de aproximadamente 14 caixas de cigarros no território ocupado, em três viagens, pelo que teria recebido cerca de $ 120 mil.
- Além de cigarros, a rede teria contrabandeado iPhones, baterias, peças de carro e outros itens para Gaza desde o ano passado.
- A promotoria afirmou que o esquema explorou a posição de Zini para facilitar o transporte de equipamentos da Força Uriah, grupo de voluntários de direita, para a região.
- A defesa negou as acusações e afirmou que o caso envolve apenas cigarros, minimizando a acusação de ajudar o inimigo durante a guerra.
Bezalel Zini, chefe adjunto da Shin Bet, foi acusado de ajudar o inimigo em tempo de guerra por suposto papel em rede de contrabando para Gaza durante o bloqueio israelense. A denúncia envolve a suposta entrada de cigarros e outras mercadorias no território ocupado. O caso foi divulgado nesta semana pelas autoridades judiciárias.
Ao todo, mais de 10 pessoas são acusadas na mesma investigação. Bezalel Zini, de 50 anos, é irmão de David Zini, atual chefe da Shin Bet, nomeado pelo premier Benjamin Netanyahu e empossado no cargo em outubro. A conexão familiar intensified a repercussão do processo.
Segundo o Ministério da Justiça, a rede teria levado cerca de 14 caixas de cigarros a Gaza em três viagens, com ganho estimado de aproximadamente US$ 120 mil. Além de tabaco, o grupo também teria contrabandeado iPhones, baterias e peças de automóveis.
A acusação sustenta que Zini usou a posição para facilitar as operações, valendo-se da cobertura de operações da chamada Uriah Force, grupo de voluntários de linha dura ligado a missões fora da cadeia de comando oficial. O ministério afirma que esse conjunto de ações financiou o Hamas durante o conflito.
Defesa de Zini afirmou que o empresário nega as acusações. Os advogados dizem que a acusação de auxiliar o inimigo é incorreta e que o caso envolve apenas cigarros, sem amparo para alegações mais graves.
Desdobramentos do caso
O inquérito aponta que a rede combinou envio de bens diversos com o objetivo de burlar o bloqueio e facilitar a entrada de mercadorias consideradas de alto valor. A investigação continua para esclarecer a extensão das atividades e as motivações dos envolvidos.
A operação envolve autoridades jurídicas de Israel e segue para fases processuais, com possível a abertura de interrogatórios e coleta de testemunhos. O caso continua sob sigilo legal e não há confirmação de condenação até o momento.
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