- Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana, disse à Politico que eleições poderiam ocorrer no país ainda neste ano.
- Ela afirmou que um processo de transferência com votação manual poderia levar de nove a dez meses, dependendo de quando começasse.
- Machado afirmou ter liderança legítima com amplo apoio popular e que as Forças Armadas são favoráveis a uma transição para a democracia.
- Ela teve encontros com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com diplomatas e legisladores norte-americanos após a captura do líder Nicolás Maduro.
- O contexto envolve dúvidas da inteligência dos EUA sobre o apoio de Delcy Rodríguez à estratégia de Washington e a possibilidade de aproximação entre as novas lideranças venezuelanas e os norte-americanos.
Maria Corina Machado afirma possibilidade de eleições na Venezuela ainda este ano
A dirigente oposicionista Maria Corina Machado disse à Politico que acredita ser possível realizar eleições na Venezuela ainda neste ano. Ela citou a viabilidade de um processo de transição com votação manual, estimando um prazo de nove a dez meses a partir do começo do atendimento ao pedido.
Machado afirmou possuir base de apoio legítima e afirmou que as Forças Armadas também apoiariam uma transição para a democracia, conforme entrevista publicada nesta quinta-feira. O comentário ocorre após encontros com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e com integrantes de sua equipe diplomática no mês anterior.
Na mesma linha, Trump indicou, em janeiro, a possibilidade de envolvimento direto de Machado, embora tenha inicialmente apoiado a atual presidente interina Delcy Rodríguez. Machado disse não ter conversado com Trump sobre o processo eleitoral.
Os roteiros de política externa dos EUA ganharam maior atenção após o anúncio de que novos dirigentes venezuelanos buscariam estreitar laços com Washington, conforme depoimento de Marco Rubio a legisladores norte-americanos em janeiro. Rubio falou antes de reunião com Machado.
Relatórios da comunidade de inteligência dos EUA questionam o grau de apoio de Rodríguez à estratégia de cooperação com adversários dos EUA, segundo informações da Reuters publicadas recentemente. A avaliação envolve a eventual formalização de mudanças no alinhamento externo venezuelano.
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