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Mais rico da Colômbia mira a Venezuela para ampliar fortuna de US$ 35 bilhões

Nutresa mira expansão na Venezuela, buscando triplicar exportações de chocolates, biscoitos e café e ampliar domínio de mercado no país vizinho

Jaime Gilinski: empresário é um dos bilionários mais ricos da América Latina. (Foto: Esteban Vanegas/Bloomberg)
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  • Gabriel Gilinski, presidente do conselho da Nutresa, reagiu a notícia de que Nicolás Maduro foi capturado e levado para Nova York pelos EUA antes de retomar operações com executivos da empresa.
  • A Nutresa, maior fabricante colombiana de alimentos embalados, mira ampliar vendas na Venezuela, com chocolates, biscoitos, sorvetes e cafés.
  • Um mês após a captura, a empresa já teria adquirido cerca de meio milhão de dólares na Venezuela para repatriação de lucros e proteção de receitas, aproveitando o retorno do fluxo de dólares com a recuperação do petróleo.
  • O conselho autorizou triplicar as exportações mensais para aproximadamente US$ 3 milhões em fevereiro, com expansão rápida prevista para abastecer o mercado venezuelano.
  • O grupo é controlado pela família Gilinski, com Jaime como CEO e Gabriel como chairman, patrimônio de cerca de US$ 35 bilhões, impulsionado pela aquisição da Nutresa financiada em parte pela família real de Abu Dhabi.

O empresário Gabriel Gilinski, de 39 anos, acordou em Miami por volta das 4h30 do dia 3 de janeiro diante de uma notícia inacreditável. Forças de elite dos Estados Unidos teriam capturado Nicolás Maduro na Venezuela e o levado a Nova York para enfrentar acusações de narcoterrorismo. A informação chegou em meio a uma operação que abalou a região.

Logo após a notícia, Gilinski enviou mensagem a executivos do Grupo Nutresa, empresa colombiana líder em alimentos embalados na América Latina. A reação inicial foi de confiança: a mensagem falava de benefícios para a Venezuela, a Colômbia e a Nutresa, acompanhada de uma captura de tela da notícia. Em seguida, a liderança aprovou medidas estratégicas.

Expansão da Nutresa na Venezuela

No mesmo dia, uma reunião virtual reuniu executivos de várias localidades para discutir um plano de expansão na Venezuela. A meta é acelerar a presença da Nutresa com chocolates, biscoitos, sorvetes e cafés, expandindo a atuação já existente no país vizinho.

Um mês após o suposto episódio, a Nutresa já havia adquirido cerca de meio milhão de dólares na Venezuela para facilitar a repatriação de lucros e assegurar receitas, apoiada pela retomada do comércio de petróleo local e pelo fluxo de moeda estrangeira.

Contexto da participação Gilinski

Gabriel e o pai, Jaime Gilinski, CEO da Nutresa, aparecem como protagonistas de uma trajetória de sucesso recente. A aquisição da Nutresa, fechada no ano anterior, elevou o patriarca a um patrimônio estimado em US$ 35 bilhões, segundo índices financeiros. A operação contou com financiamento da família real de Abu Dhabi, que continua como sócia minoritária.

Segundo o presidente do conselho da Nutresa, a expansão para a Venezuela seria rápida, com fábricas operando em capacidade ociosa. A direção entende que a demanda venezuelana pode justificar um aumento expressivo das exportações, desde que haja recebimento estável.

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