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Negociadores pela paz entre Ucrânia e Rússia se reúnem em Abu Dabi após primeira jornada produtiva

Negociações de paz em Abu Dabi avançam com foco em medidas práticas, enquanto divergências sobre Donbás e garantias de segurança mantêm tensões

Steve Witkoff y Jared Kushner, entre otros enviados estadounidenses, este miércoles en Abu Dabi, durante las negociaciones de paz entre Ucrania y Rusia.
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  • Negociadores de paz entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos se reuniram em Abu Dabi; o segundo ciclo começou com uma jornada “sustantiva e produtiva”, segundo Rustem Umerov.
  • O foco inicial é em questões práticas e militares, com formato de três bandas, subdivididas em grupos de trabalho e retorno conjunto.
  • O conflito segue com ataques na linha de frente: Ucrânia divulgou lançamento de dois mísseis balísticos Iskander-M e 183 drones, enquanto as forças russas dizem ter derrubado 95 drones.
  • A pauta central permanece a defesa de Donbás e a possível zona desmilitarizada, com propostas anteriores de congelar parte do front em Donetsk, Zaporígia e outras áreas.
  • Washington sinaliza que avanços podem demorar e não haverá grandes informações até surgir um resultado relevante, mantendo o tom técnico e sem previsões precipitadas.

Os negociadores da paz entre Ucrânia e Rússia, com participação de Estados Unidos, se reuniram em Abu Dabi para a segunda rodada de conversas. A etapa ocorre sob sigilo e com foco em medidas práticas para avançar o diálogo. A abertura foi considerada produtiva pela delegação ucraniana.

De Kiev, Rustem Umerov lidera as negociações. Pela parte russa, os encontros seguem o formato anterior, com sessões a três bandas, subdivididas em grupos de trabalho. O objetivo é desenhar uma saída estável para o conflito. Não houve divulgação de conteúdos durante as reuniões.

As partes discutem aspectos militares e de segurança, em busca de uma via diplomática que preserve a integridade territorial. O tema central envolve concessões sobre Donbás, Zaporígia e a gestão da usina de Zaporizhzhia. As posições permanecem de difícil conciliação.

Entre as divergências, está a possível criação de uma zona desmilitarizada com presença internacional. Washington sinaliza participação em modo dissuasório, enquanto Moscou rejeita a intervenção de forças externas. As perspectivas de um acordo permanecem incertas.

No front, ataques e defesas continuam. Segundo fontes ucranianas, missiles Iskander-M e dezenas de drones foram usados na região de Donetsk, enquanto Moscou afirma ter derrubado parte dos drones enviados por Kiev. A guerra segue com atividade militar intensa.

O deputado ucraniano Zelenski reiterou que a via diplomática é necessária, mas há limites claros. Em entrevista, ele reforçou que a cedência de Donbás é inaceitável e que manter a linha frontal congelada seria uma grande concessão. As negociações prosseguem.

Os próximos dias deverão trazer mais encontros entre as três partes, com novas sessões de trabalho e avaliações de propostas. A expectativa é que haja avanços verificáveis antes de qualquer anúncio público.

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