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Nova rede social europeia W surge como rival de X

Europa lança W, rede social europeia que prioriza pessoas, privacidade e verificação de identidade, enquanto críticas apontam riscos de dados e participação limitada

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  • A plataforma W foi lançada no World Economic Forum, em Davos, em janeiro, como uma rede social europeia que prioriza pessoas sobre algoritmos, liberdade de expressão e privacidade.
  • A W Social AB é uma startup sueca financiada por investidores principalmente de países nórdicos, com restrição de investidores europeus; uma das maiores acionistas é a empresa sueca We Don’t Have Time.
  • A ideia é oferecer um concorrente ao X, visando reduzir contas falsas e desinformação, com postagem apenas de usuários verificados e dados hospedados em servidores europeus.
  • A empresa enfrenta ceticismo e a União Europeia abriu investigação sobre imagens sexualizadas geradas pelo Grok AI do X, sob o gateway do Digital Services Act.
  • A onboarding para testadores beta deve começar em março, com promessa de conformidade rígida com a GDPR e o DSA, e promessa de escolha de receber conteúdos de diferentes bolhas de opinião.

W, a rede social europeia, se apresenta como espaço onde as pessoas ficam à frente de algoritmos, com foco em livre expressão e privacidade. A plataforma foi anunciada pela primeira vez no World Economic Forum, em Davos, em janeiro, em meio a desconfianças sobre a confiabilidade dos feeds atuais.

A startup W Social AB, com sede na Suécia, é financiada por investidores privados principalmente do norte da Europa. Um de seus maiores acionistas é a empresa sueca We Don’t Have Time, que detém 25% da W por meio de uma de suas subsidiárias. A proposta é oferecer uma alternativa a plataformas americanas dominantes.

A CEO e cofundadora Anna Zeiter destaca que a plataforma busca Europa como resposta à hegemonia de X. Segundo a companhia, o objetivo é reduzir desinformação, contas falsas e bots, promovendo comunicação positiva e respeitosa. A plataforma afirma oferecer dados hospedados em servidores europeus.

Zeiter também apontou que a W pretende possibilitar que os usuários recebam apenas conteúdos de fontes selecionadas, vindos de diferentes bolhas de opinião, com governança centrada na privacidade de dados. A ideia é usar serviços europeus de tecnologia para armazenar informações, evitando infraestrutura global.

O modelo da W contrasta com gigantes como X e Meta, que operam com dados distribuídos internacionalmente. A empresa afirma que a W contará apenas com usuários verificados, com uma verificação de identidade que visa evitar contas falsas e reduzir a propagação de desinformação.

A iniciativa ocorre em um momento em que a União Europeia investiga imagens geradas por IA associadas ao Grok, da X, sob o DSA. A W diz estar em conformidade com o GDPR e o DSA, e planeja um lançamento gradual com participação de beta testers a partir de março.

Especialistas ouvidos por veículos de imprensa sugerem desafios para a W, sobretudo no que diz respeito à atração de comunidades cripto, que já possuem forte efeito de rede em plataformas como X. Analistas ressaltam a importância da adoção e da governança para sustentar o modelo europeu.

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