- O pavilhão de Gerhard Richter, em construção há dez anos, será inaugurado em novembro como parte do Rubaiya Qatar quadrennial.�
- Foi anunciada a criação de um visto criativo para atrair artistas ao Qatar; Wael Shawky é o primeiro beneficiário.�
- O visto permite colaboração com instituições culturais e períodos de trabalho no país, sem exigir residência anual.�
- O plano cultural inclui o Art Mill, museu de arte moderna e contemporânea previsto para 2030, e o Lusail Museum em Al Maha Island, com think tank associado.�
- Embora a ofensiva cultural gere questionamentos sobre direitos humanos, a liderança destaca o uso da cultura para unir pessoas e avançar a economia baseada no conhecimento.
A conversa no Art Basel Qatar desta semana destacou planos de patrocínio e atração de artistas para o país. A coleção mais influente do Qatar, liderada pela Sheikha al-Mayassa, discutiu a criação de um visto criativo para profissionais da arte trabalharem com organizações culturais locais. O primeiro beneficiário seria o artista Wael Shawky, diretor artístico da primeira edição da feira em Doha.
Al-Mayassa explicou que o visto não exige residência anual no país e que os detalhes completos ainda serão divulgados. Em Doha, no Web Summit Qatar, ela ressaltou a evolução da economia baseada no conhecimento e mencionou um calendário cultural que inclui grandes projetos para 2030, com foco em museus modernos e contemporâneos.
Entre os projetos em andamento estão o Lusail Museum, projetado por Herzog & de Meuron, destinado a concentrar a maior coleção de pinturas e fotografias Orientalistas. Também está prevista a criação de um think tank associado a instituições globais para debater colonialismo e pós-colonialismo, segundo a dirigente.
Rubaiya Qatar e a feira Art Basel Qatar
O inició da feira Art Basel Qatar, nesta semana, consolida o Qatar como polo cultural na região. A organização disse que o evento prioriza engajamento, discussão e curiosidade, acima de transações.
Essa ofensiva cultural ocorre em meio a questionamentos sobre direitos humanos, acentuados pela candidatura olímpica de 2022 e pela crítica internacional. Al-Mayassa afirmou que o país busca usar a cultura para aproximar pessoas, sem desencorajar suas próprias crenças.
Entre os trabalhos discutidos, destaca-se a construção de um pavilão dedicado a Gerhard Richter, que levará uma instalação de obras ao Qatar. A inauguração está prevista para novembro, como parte da iniciativa quadrenal Rubaiya Qatar, que contará com mais de 50 artistas e mais de 20 comissões novas.
Em outubro, o quadro de lançamentos inclui a última edição da iniciativa e sua abertura em Doha. A visão de longo prazo para o setor cultural do Qatar continua a avançar, com a promessa de ampliar a infraestrutura museal e as parcerias internacionais.
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