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Tratado nuclear expira e remove restrições entre Rússia e EUA

Com o fim do Tratado Novo Start, EUA e Rússia perdem limites para arsenais estratégicos, aumentando incerteza e risco de corrida armamentista; China pede diálogo

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  • O tratado Novo Start expirou nesta quinta-feira sem acordo entre Rússia e EUA sobre os próximos passos, deixando de lado os limites para mísseis, lançadores e ogivas estratégicas.
  • O presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu manter as principais disposições por mais um ano, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, não respondeu formalmente e busca um acordo que inclua a China.
  • Especialistas alertam para o risco de corrida armamentista, alimentada pelo rápido crescimento nuclear da China e pela ausência de transparência entre as partes.
  • A Rússia afirmou estar aberta à diplomacia e pronta para contramedidas, caso haja novas ameaças, enquanto a China lamentou o fim do tratado e pediu diálogo construtivo com os EUA.
  • A China reiterou sua estratégia nuclear de autodefesa, destacando arsenal menor que os dos EUA e da Rússia e dizendo que não participará de negociações bilaterais de desarmamento neste momento.

Em 5 de fevereiro, o tratado Novo Start expirou, deixando Rússia e Estados Unidos sem limites formais sobre o tamanho de seus arsenais estratégicos. O acordo, que vigorava desde o fim da Guerra Fria, fixava limites para mísseis, lançadores e ogivas. Não houve acordo entre as partes sobre os próximos passos.

Especialistas dizem que o fim do pacto aumenta o risco de corrida armamentista. A situação é inflamada pelo crescimento nuclear da China, apontado como fator adicional de incerteza. Moscou propôs manter as principais disposições por mais um ano, mas Washington não respondeu formalmente.

A Rússia indicou, em nota publicada na véspera da expiração, que o tratado não teria mais efeito e que ambos os lados poderiam seguir seus caminhos. O governo russo afirmou estar preparado para medidas que reduzam ameaças, mantendo, porém, a busca por diplomacia e estabilidade estratégica.

O governo dos EUA não comentou formalmente sobre o desfecho do acordo ao expirar. A Casa Branca disse apenas que o presidente decidiria o rumo do controle de armas nucleares em seu próprio cronograma. Não houve declarações imediatas de Washington sobre novas negociações.

Reação da China

O Ministério das Relações Exteriores da China expressou pesar com o fim do acordo, destacando a importância de manter a estabilidade estratégica global. Medidas de controle de armas foram apontadas como instrumento de previsibilidade na dissuasão.

O porta-voz chinês reiterou que a China não participa de negociações bilaterais de redução com EUA e Rússia, mantendo seu arsenal no nível mínimo necessário para a segurança nacional. A China pediu aos EUA que retomem o diálogo sobre estabilidade estratégica.

Analistas ressaltam que a ausência de um arcabouço de tratativas pode dificultar a interpretação de intenções entre as potências nucleares e aumentar a probabilidade de crises. Transparência e canais diplomáticos aparecem como fatores centrais para evitar escaladas.

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