- Trump intensifica ataques ao sistema eleitoral dos EUA antes das eleições de meio mandato, com repetidas acusações de fraude.
- O presidente sugeriu que a organização das votações seja assumida pelo governo federal em pelo menos 15 locais, provocando irritação entre os democratas.
- Pesquisas indicam aumento da desaprovação à gestão de Trump neste primeiro ano de seu segundo mandato, em meio a derrotas republicanas locais.
- Trump afirmou, sem apresentar provas, que há áreas do país com eleições “extremamente corruptas” e repetiu a ideia de manipulação das eleições de 2020.
- O FBI apreendeu centenas de caixas com cédulas de votação na Geórgia, em 28 de janeiro, durante apuração da derrota eleitoral; o governo também moveu ações judiciais em cerca de vinte estados para recuperar registros de votação.
Donald Trump intensificou críticas ao sistema eleitoral dos EUA antes das eleições de meio de mandato, em novembro. O presidente continua a contestar a derrota de 2020 e propõe que o governo federal assuma a organização de votações em parte do país. A manchete aponta para um debate sobre centralização versus autonomia eleitoral.
Trump pediu que o Partido Republicano nacionalize as votações em pelo menos 15 locais, segundo declarações a Dan Bongino. A ideia gerou reação entre democratas, que temem perda de papel dos estados na condução das eleições. A posição chega em meio a pesquisas que indicam crescimento da desaprovação ao governo.
Questionado no Salão Oval, o mandatário sugeriu que o governo federal deveria realizar essa centralização. Em entrevista posterior à NBC, ele afirmou, sem apresentar provas, que algumas áreas do país são extremamente corruptas. As falas ampliaram o debate sobre a constitucionalidade do modelo eleitoral.
Contexto constitucional e reação
Especialistas afirmam que a Constituição atribui aos estados a organização das eleições. A descentralização é vista como uma salvaguarda contra fraudes e como resultado da extensão do país e da separação de poderes. As falas de Trump foram recebidas com críticas de analistas e autoridades eleitorais.
Enquanto isso, Trump continua defendendo mudanças no sistema eleitoral para evitar novas fraudes. Em 2020, ele já havia alegado manipulação da eleição, sem apresentar provas. O tema ganhou espaço em eventos internacionais e ações judiciais envolvendo registros de votação.
Desdobramentos e críticas
Autoridades afirmam que ações judiciais envolvendo registros de votação ocorrem em vários estados. Críticos alertam que tais medidas podem semear dúvidas sobre a validade das próximas eleições. Organizações civis acompanham o desdobramento para monitorar impactos nos eleitores.
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