- Indústria de viagens pede à Comissão Europeia que diga às autoridades de fronteira para suspender temporariamente o EES, se necessário, para evitar atrasos no verão.
- O EES impõe verificações biométricas para visitantes estrangeiros; aeroportos europeus apontam risco de experiências perigosas com grandes filas caso as regras não sejam flexibilizadas.
- A maioria dos turistas britânicos que vão à Europa deverá ter digitais, foto e cadastro; aplicação das regras tem variado desde o lançamento suave em outubro.
- ACI Europe aponta atrasos de até três horas em várias bases, com Espanha, Portugal, França e Itália entre os mais afetados; previsões indicam filas de até cinco horas no pico de verão.
- Contingências podem ser usadas por pelo menos noventa dias a partir da data de 10 de abril, com possível extensão; autoridades de fronteira podem reduzir controles para evitar transtornos.
O sistema de entrada e saída europeu (EES) tem causado preocupação entre a indústria de viagens diante de possíveis interrupções no verão. Autoridades de fronteira são instruídas a manter medidas proporcionais, caso haja atrasos, mas o risco de filas longas persiste.
Prints biométricos para visitantes estrangeiros devem incluir impressão digital, foto e registro, com a maior parte dos viajantes de fora da UE. A implementação começou de forma gradual, com diferentes países aplicando as regras de maneiras diversas desde o lançamento inicial.
Aviões, aeroportos e operadores do setor alertam que a experiência de passageiros pode ficar desastrosa se as medidas não forem ajustadas, sobretudo com o aumento do movimento durante o verão. Relatórios apontam que o atraso pode chegar a várias horas em alguns pontos.
O Conselho de Aviação Internacional (ACI) divulgou que o sistema já gerou atrasos de até três horas em vários aeroportos na Espanha, Portugal, França e Itália. ACI aponta como agravante a carência de efetivos nas职as de controle de fronteira.
Otimismo cauteloso vem das entidades que trabalham com turismo no Reino Unido. A ABTA pediu à UE que autorize autoridades nacionais a recorrer a medidas de contingência para evitar longas esperas na imigração, especialmente nos dias de pico.
No centro das críticas está a percepção de que as regras do EES não têm sido aplicadas de forma uniforme, gerando variação entre fronteiras. A ABTA solicitou à comissária de migração que mantenha o monitoramento do sistema e convoque reforços nos horários de maior movimento.
De acordo com fontes da Comissão Europeia, medidas de contingência devem ficar disponíveis por pelo menos 90 dias a partir do prazo de abril, com possibilidade de extensão adicional para cobrir o verão. A execução varia conforme o país e a situação local.
Em Lisboa, a fila de passageiros chegou a alcançarem longas esperas no fim de ano, levando autoridades portuguesas a suspender temporariamente o uso do EES. Problemas com quiosques e aplicativos de pré-registro também foram relatados.
Na prática, muitos viajantes ainda devem registrar seus dados no controle de fronteira ao chegar aos aeroportos. Países como o Reino Unido relatam que a operação está em diferentes estágios, com testes, quiosques e procedimentos manuais ainda em vigor.
Europa afora, a maior parte dos visitantes deverá completar o registro na aterrissagem, antes de seguir viagem. A indústria teme que a soma de atrasos, falhas técnicas e mão de obra insuficiente comprometa a experiência de viagem neste verão.
Contingência em vigor
As autoridades destacam que é possível reduzir o alcance dos cheques ou suspender o sistema para evitar interrupções significativas. Equipes de fronteira podem orientar medidas para descongestionar filas, quando necessário. A coordenação europeia permanece como ponto central para evitar rupturas.
Eurotunnel, no Reino Unido, disse que a implementação gradual do EES para ônibus e caminhões segmentou bem o processo e está pronta para avanços, ainda sem iniciar o registro de veículos de turismo. A Eurostar informou que as checagens seguem de forma manual, com planos de ativar os quiosques assim que as condições técnicas e as datas forem definidas pelo governo francês.
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