- O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a Turquia trabalha para evitar que tensões entre EUA e Irã desencadeiem um novo conflito no Oriente Médio.
- Erdogan disse que seria útil um encontro entre lideranças dos Estados Unidos e do Irã, após negociações de nível inferior ocorridas em Omã.
- As divergências giram em torno da inclusão do arsenal de mísseis do Irã nas negociações, o que o Irã tem rejeitado, mantendo o foco apenas no programa nuclear.
- A reunião, originalmente prevista para a Turquia, foi mencionada para ocorrer em Omã, com possibilidade de mudança de local para Muscat, sem consenso sobre a agenda.
- As tensões aumentaram com o reforço de presença militar dos Estados Unidos na região e temores de que o conflito se alastre para além do Irã.
Tyrkey tem atuado para evitar que as tensões entre EUA e Irã provoquem um novo conflito no Oriente Médio, afirmou o presidente Tayyip Erdogan. A declaração ocorreu enquanto Washington e Teerã sinalizam discordâncias sobre o arsenal de mísseis de Teerã, que podem atrapalhar um acordo.
Erdogan afirmou, a bordo de viagem de retorno do Egito, que negociações entre as lideranças dos EUA e do Irã seriam úteis após negociações nucleares de nível mais baixo, previstas para Oman nesta sexta. O objetivo é evitar escalada regional.
O líder turco disse que a Turquia faz o possível para evitar uma escalada, em um momento de tensões entre EUA e Irã e de ameaça de ataques aéreos mútuos. Ankara tem cultivado relação próxima com Washington e buscado ampliar sua influência regional.
Contexto regional
As divergências sobre o escopo e o local para as negociações geram dúvidas sobre a realização da reunião, com Trayman sinalizando mudanças de sede. Alguns relatos indicam mudança de Istanbul para Muscat, no entanto, sem consenso sobre a agenda.
Pontos em disputa
Washinton quer que as negociações incluíam o arsenal de mísseis de Teerã, além do programa nuclear, enquanto Teerã insiste que as conversas se limitem ao nuclear. EUA defendem ainda discussões sobre apoio de Teerã a grupos regionais e direitos humanos.
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