- Xi Jinping pediu a Donald Trump que tenha prudência ao vender armas para Taiwan, dizendo que a questão taiwanesa é a mais importante nas relações entre China e EUA.
- A presidente de Taiwan, Lai Ching-te, afirmou que os laços com os EUA são “sólidos como rocha” e que cooperações seguirão sem interrupção.
- Taiwan é reivindicado pela China, que promete reunificar, enquanto os EUA não reconhecem formalmente Taiwan, mas são seu maior aliado informal e fornecedor de armas.
- Em dezembro, os EUA anunciaram um pacote de armas para Taiwan superior a US$ 11,1 bilhões, ainda sujeito à aprovação do Congresso.
- A ligação também tratou da guerra da Rússia na Ucrânia, da situação com o Irã e de compras de energia entre China e EUA; Trump mencionou viagem à China em abril e expectativa de soja dos EUA.
O tema central da conversa entre China e EUA nesta semana foi Taiwan. Em uma ligação inédita desde novembro, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que trate com prudência as vendas de armas para Taiwan. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China, Xi afirmou que a questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-americanas e que Pequim defende a soberania e a integridade territorial, sem tolerar qualquer separação de Taiwan.
Horas depois, Lai Ching-te, presidente de Taiwan, destacou que as relações com Washington estão “sólidas” e que projetos de cooperação permanecerão inabaláveis. Em visita a comerciantes têxteis no oeste de Taiwan, Lai ressaltou o andamento contínuo de parcerias com os EUA, sem interrupções.
Contexto e antecedentes evidenciam a tensão. Taiwan é governado de forma independente, mas a China reclama a ilha como parte de seu território. Os Estados Unidos, embora não reconheçam Taiwan como país, apoiam a ilha com vínculo informal e fornecimento de armas. Em dezembro, Washington anunciou o maior pacote de venda de armas já feito para Taipei, superior a US$ 11 bilhões, ainda sujeito à aprovação do Congresso.
China reagiu ao anúncio de armas com críticas e realizou exercícios militares ao redor da ilha no fim de dezembro, envolvendo aeronaves, forças navais e mísseis. A resposta chinesa ocorreu após sanções a empresas de defesa ligadas ao negócio de Taiwan, alimentando o clima de tensão regional.
No front doméstico de Taiwan, o governo enfrenta resistência parlamentar ao orçamento de defesa, com oposição questionando o tamanho do gasto, que inclui um orçamento especial de defesa estimado em US$ 40 bilhões. A proposta propõe alternativas de investimento militar para sustentar dissuasão, sem, ainda, ser plenamente aprovada.
Também nesta semana, Trump descreveu a conversa com Xi como excelente e exaustiva, mencionando temas como futuro de Taiwan, Rússia na Ucrânia e situações na região. Em rede social, ele comentou ainda possibilidades de uma visita à China em abril e citou compras de soja pela China aos EUA.
Relação EUA-Taiwan
O diálogo entre as maiores potências do mundo permanece centrado em Taiwan, comércio e segurança regional. As negociações ocorrem sob pressão de diferentes atores e com impacto direto nas decisões de defesa e de política externa de Taipei, Washington e Pequim.
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