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Ativista americano de direitos dos animais pode ser extraditado pelo Reino Unido por ataques de 2003

Tribunal de Londres autoriza extradição de ativista americano aos EUA para julgamento por explosões de 2003 ligadas a testes com animais

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  • Um cidadão americano pode ser extraditado do Reino Unido para os EUA para julgamento em relação a explosões de 2003 ligadas a testes com animais.
  • Daniel San Diego, 47 anos, é acusado de ataques em Califórnia em 2003; a Brigada de Liberação Animal afirmou a autoria. Não houve feridos.
  • San Diego foi encontrado no País de Gales em novembro de 2024, e estava na lista de terroristas mais procurados do FBI desde 2009.
  • O juiz Samuel Goozee decidiu pela extradição, afirmando não haver evidência de interferência política indevida no caso.
  • O primeiro ataque mirou a empresa biotecnológica Chiron Inc., perto de Oakland, em agosto de 2003; um segundo explosivo foi encontrado e pode ter visado socorristas.

O tribunal de Londres decidiu que o ativista americano Daniel San Diego pode ser extraditado para os Estados Unidos para enfrentar julgamento por explosões ocorridas na Califórnia em 2003. San Diego, 47, é acusado em relação aos ataques atribuídos ao grupo Revolutionary Cells of the Animal Liberation Brigade. Não houve feridos nos incidentes.

San Diego foi localizado no País de Gales em novembro de 2024, após passar quase duas décadas na lista de terroristas mais procurados do FBI desde 2009. A defesa argumentou que ele não receberia um julgamento justo caso fosse extraditado, citando suposta interferência política no sistema de justiça americano.

O juiz Samuel Goozee autorizou a extradição, afirmando não haver evidência de envolvimento político inadequado no caso nem de interferência presidencial, presente ou futura. A decisão permite o envio do réu aos EUA para enfrentar as acusações.

O primeiro atentado, em agosto de 2003, visou a empresa biotecnológica Chiron Inc., próxima a Oakland, na Califórnia. As autoridades encontraram uma segunda bomba, que, segundo o FBI, pode ter tido como alvo socorristas.

Na época, o grupo Animal Liberation Brigade divulgou uma nota dizendo que o ataque marcava o fim para os supostos responsáveis pela crueldade contra animais. Um mês depois, uma bomba de pregos explodiu em frente à Shaklee, produtora de suplementos nutricionais, também reivindicada pela organização.

Segundo autoridades, as empresas atacadas tinham ligações com a Huntingdon Life Sciences, empresa britânica foco de protestos legais e criminais por testes em animais de diversos produtos. A acusação relaciona os atos à campanha do grupo contra testes em animais.

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