Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cuba enfrenta escassez de combustível e sensação de apocalipse

Cuba enfrenta escassez de combustível, com filas para gasolina em dólar, apagões e transporte urbano paralisado

Gasolinera en La Habana, este jueves.
0:00
Carregando...
0:00
  • Cuba enfrenta escassez de combustível desde dezembro, com apagões amplos e transporte em colapso; as bombas passam a vender gasolina apenas em dólares, com limite de quarenta litros por pessoa.
  • Taxistas e moradores enfrentam filas de até 12 a 26 horas para conseguir gasolina, repetindo a prática de buscar o abastecimento semanal.
  • O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que o país está disposto a dialogar com os Estados Unidos e pediu sacrifícios e “criatividade” para enfrentar a crise.
  • A Universidade de Havana divulgou medidas de contingência, incluindo redução drástica da presencialidade em aulas e eventos acadêmicos.
  • Como consequência direta, boa parte do transporte público urbano foi paralisada, com preços de deslocamento subindo e muitas pessoas se preparando para possíveis desabastecimentos futuros.

A escassez de combustível em Cuba se agrava desde dezembro, com apagões prolongados e transporte público em colapso. A gasolina passou a ser vendida apenas em dólares nas bombas estatais, com limites de 40 litros por consumidor. A medida intensifica filas que chegam a 12 a 15 horas semanais para quem depende do serviço.

O episódio ganhou destaque nesta quinta-feira quando o presidente Miguel Díaz-Canel apareceu em televisão oficial para falar sobre a crise. O governo sinalizou dissociar-se de pressões externas, citando a asfixia econômica dos Estados Unidos, e pediu sacrifícios e criatividade aos cubanos para enfrentar a situação.

Enquanto isso, a população segue sem combustível há meses e enfrenta cortes de luz frequentes. A média de elétricidade por dia varia conforme a região, com horários de até várias horas sem energia em diversas províncias. O discurso oficial é visto com ceticismo por parte de moradores que relatam incertezas sobre medidas a curto prazo.

O transporte urbano parou em grande parte do país, piorando o deslocamento diário de quem trabalha. Taxistas e motoristas de serviços privados registram inflação nos preços de corrida, além da dificuldade de encontrar gasolina, que chega vendida majoritariamente no mercado negro a valores elevados.

Relatos de usuários indicam que o consumo de itens básicos pode sofrer reajustes à medida que o governo reorganiza a distribuição de bens da cesta básica. A tensão e a desconfiança aumentam entre estudantes, trabalhadores e famílias que já viviam com salários baixos.

Dados de contigência anunciados pela Universidade de Havana incluem redução drástica de atividades presenciais. Estudantes são impactados pela crise energética, enquanto as autoridades avaliam medidas para reduzir o consumo e ampliar a economia de energia no curto prazo.

Especialistas apontam que a combinação de crise econômica, apagões, insalubridade e presença de tensões internacionais alimenta o descontentamento. A população busca respostas sobre o que vem a seguir, diante do cenário de escassez e ajustes governamentais.

Em meio ao ambiente tenso, alguns cubanos já se preparam para o pior: reservas de comida, água e carvão são adotadas por famílias que temem novos desabastecimentos. A situação coloca em evidência a fragilidade estrutural de serviços básicos sob o embargo e a pressão externa.

Apenas observar é impossível: a vida cotidiana de milhões de cubanos passa por mudanças rápidas na energia, na mobilidade e no acesso a bens de primeira necessidade, conforme o governo sinaliza novas medidas nos próximos dias.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais