- Em audiência no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, autoridades alertaram que a China ajuda regimes autoritários a vigiar e perseguir pessoas de fé em diversos países.
- O ex-embaixador Sam Brownback disse que surgiu uma aliança de regimes que vê a liberdade religiosa como ameaça ao seu controle, com a China como principal manipuladora.
- Brownback afirmou que a China investe bilhões para suprimir religiões no próprio país e envia tecnologias de vigilância para outros territórios.
- Segundo ele, tecnologias de vigilância ligadas à repressão religiosa já estão presentes em cerca de 80 países, e a Nigéria tem recebido apoio de China, Rússia, Turquia e Arábia Saudita.
- Brownback ressaltou que promover a liberdade religiosa é essencial para enfrentar regimes autoritários e ameaças à segurança global, destacando a necessidade de resposta dos EUA e de aliados.
O limite entre defesa de direitos e estratégia de segurança global ganhou um combustível novo nesta terça-feira, em Washington. Em audiência do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, autoridades alertaram sobre a atuação da China no exterior. Segundo eles, o regime chinês ajuda governos autoritários a vigiar e perseguir pessoas de fé em diversos países.
O tema foi discutido após a Cúpula Internacional sobre Liberdade Religiosa, realizada em Washington. O ex-embaixador dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, pediu atenção aos impactos de tais políticas no cenário internacional. Brownback disse que surgiu uma aliança de regimes que veem a liberdade religiosa como ameaça ao controle ditatorial.
Brownback afirmou que esse alinhamento reúne países comunistas, autoritários e totalitários. Ele disse que a China investe bilhões para reprimir religiões no próprio território e desenvolve tecnologias de vigilância exportadas a outras nações. O objetivo seria monitorar comunidades de fé para manter regimes no poder.
Segundo o ex-embaixador, as tecnologias de vigilância já estão em uso em cerca de 80 países. Brownback citou a Nigéria como país que busca ou recebe apoio de China, Rússia, Turquia e Arábia Saudita. Ele argumentou que tais equipamentos fortalecem ditaduras e regimes que confrontam o Ocidente.
O porta-voz da audiência ressaltou que a liberdade religiosa deve ser tratada como uma questão de segurança global, não apenas humanitária. Brownback reforçou a necessidade de os EUA atuarem com parceria de aliados para enfrentar esse desafio.
Aliança internacional e impactos
Para Brownback, a repressão religiosa exportada pela China representa uma mudança sem precedentes. Ele afirmou que o avanço tecnológico de vigilância facilita a repressão em múltiplos países. O ex-embaixador enfatizou a importância de ações coordenadas para frear esse movimento.
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