- Tarique Rahman, líder da Bangladesh Nationalist Party (BNP), rejeita a proposta de governo de unidade apresentada pelo principal oponente e diz que o partido pode vencer sozinho.
- A eleição está marcada para 12 de fevereiro; a BNP disputa 292 das 300 cadeiras disponíveis, com aliados concorrendo ao restante.
- Rahman retornou a Bangladesh em dezembro, após quase duas décadas no exílio em Londres, após um movimento liderado por jovens que derrubou Sheikh Hasina.
- Jamaat-e-Islami, principal rival, afirma estar aberto a renovar a parceria para um governo de unidade; Hasina governau o país em exílio desde agosto de 2024.
- Bangladesh abriga quase 1,2 milhão de refugiados rohingyas; Rahman disse que o retorno será possível apenas quando for seguro, e que o país precisa de parcerias que promovam empregos.
Bangladesh entra em contagem regressiva para as eleições de 12 de fevereiro, com Tarique Rahman, principal candidato a primeiro-ministro, rejeitando a oferta de governo de unidade feita por seu principal adversário. Rahman afirmou que o seu partido tem chances de vencer sozinho, sem a necessidade de alianças.
Rahman, 60 anos, lidera o Partido Nacionalista Bangladesh (BNP) e chegou recentemente ao país após quase duas décadas no exílio em Londres. Ele retornou ao território em um momento de instabilidade decorrente de meses de turbulência que culminaram na queda do então líder Sheikh Hasina, rival de longa data de sua mãe, Khaleda Zia.
O pleito de fevereiro ocorre em meio a uma disputa entre o BNP e Jamaat-e-Islami, grupo islamista que se reergue após ter sido banido. A aliança do Jamaat está entre as favoritas em pesquisa de intenção de voto, com expectativas de renovação de parceria com o BNP para formar uma coalizão de governo.
A estrutura de governo atual é interina desde agosto de 2024, quando Hasina fugiu para a Índia, aliada de Dhaka. Rahman afirmou que não vê como formar um governo com oponentes sem definir claramente quem ficaria na oposição e ponderou que a coalizão pode não obter o número suficiente para uma vitória majoritária.
Intenção de voto aponta para vitória do BNP, embora haja desafio significativo da aliança liderada pelo Jamaat, que inclui um partido da geração Z que surgiu nos protestos estudantis contra Hasina. O pacto de 2001 a 2006 entre BNP e Jamaat aparece como referência de cooperação anterior entre as partes.
Internacionalmente, Bangladesh busca apoiar seu crescimento econômico para uma população de aproximadamente 175 milhões. Rahman sugeriu que, se vencer, o país deve manter relações com parceiros que promovam desenvolvimento, sem se prender a uma aliança fixa com qualquer país.
No tema da situação humanitária, o país abriga quase 1,2 milhão de refugiados rohingyas, vindos de conflitos em Mianmar. O governo interino informou que não tem recursos para ampliar ajuda aos refugiados e pediu apoio internacional para a repatriação, enquanto Rahman sinalizou que o retorno depende de condições de segurança.
Ele afirmou ainda que a prioridade é criar empregos para os jovens e atrair investimentos para ampliar oportunidades econômicas. Sobre a participação de familiares de Hasina na política, Rahman reiterou que o ingresso de alguém na vida pública depende do apoio popular, sem comentar detalhes sobre a disponibilidade de participação de Hasina ou de seus filhos.
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