- França afirma que a recuperação do Líbano continua frágil, pese sinais positivos após cessar-fogo e transição de governo, e se coloca à disposição para apoiar a reconstrução, se houver reformas.
- O ministro francês para a Europa e Assuntos Exteriores, Jean-Noël Barrot, disse que pode realizar uma conferência dedicada à reconstrução em Paris, desde que haja avanços em reformas, aprovação de legislação e implementação de decisões.
- Barrot destacou que o Líbano já adotou leis de segredo bancário e de resolução bancária, mas precisa concluir reestruturação, fechar acordo com o Fundo Monetário Internacional e aprovar uma lei de partilha de perdas.
- O ministro pediu ações rápidas sobre o desarmamento do Hezbollah e reconciliação nacional, além de enfatizar a importância de manter o cessar-fogo e o monopólio de armas pelo Estado.
- França planeja mobilizar apoio internacional para as forças armadas lebonenses e forças de segurança interna em conferência separada, marcada para 5 de março, em Paris.
A França anunciou que continuará apoiando a recuperação do Líbano, mas ressaltou que a situação permanece frágil apesar de sinais positivos após o cessar-fogo e a transição governamental. O país se mostrou disposto a sediar uma conferência em Paris sobre reconstrução, desde que haja avanço em reformas, aprovação de legislação e implementação de decisões.
O ministro francês para a Europa e Assuntos Exteriores, Jean-Yves Le Drian? [note: The name in original is Jean-Noel Barrot; but ensure accuracy: Jean-Noël Barrot] afirmou após reuniões em Beirute com o presidente Lebanonês Joseph Aoun e outras autoridades que a França está preparada para promover apoio internacional à reconstrução do Líbano. A conferência também seria voltada a reformas estruturais.
A França planeja mobilizar apoio internacional para as Forças Armadas e para as forças de segurança interna do Líbano em uma conferência separada, marcada para 5 de março em Paris. O objetivo é restaurar a confiança de cidadãos, empresas, depositantes e da diáspora, segundo Barrot.
Barrot destacou que o Líbano precisa concluir a reestruturação financeira, fechar um acordo com o FMI e aprovar a lei de partilha de perdas, além de acelerar a desarmamento do Hezbollah e a reconciliação nacional. O país já adotou leis de sigilo bancário e resolução bancária.
O ministro reiterou que a implementação do acordo de novembro de 2024 com Israel é crucial para restabelecer a autoridade do Estado sobre as armas e estabilizar o sistema financeiro. O Líbano controlou áreas próximas à fronteira com Israel, mas o Hezbollah advertiu que seguir com a desarmonia nacional pode provocar caos e possível guerra civil.
O cessar-fogo em vigor depende, segundo autoridades francesas, do cumprimento de compromissos por Israel e de proteção de civis, bem como da aplicação por parte do Líbano do plano de monopólio das armas. A França enfatizou a necessidade de confiança restaurada e do respeito às regras acordadas.
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