- França e Canadá abriram consulados em Nuuk, capital da Groenlândia, nesta sexta-feira (6), como gesto de apoio à Dinamarca e aos groenlandeses diante de tensões no Ártico.
- A ofensiva de Donald Trump de tomar controle da ilha semiautônoma motivou a reação de aliados europeus e elevou o debate sobre soberania e segurança da região.
- França: consulado-geral é o primeiro de um Estado-mólico da União Europeia na Groenlândia; o foco inicial será iniciativas científicas e culturais; o cônsul-geral é Jean-Noël Poirier.
- Canadá já anunciara em dezembro a abertura de consulados na Groenlândia e em Anchorage; a ministra dos Assuntos Exteriores, Anita Anand, participou da cerimônia em Nuuk.
- O Canadá reforça planos de ampliar presença militar e de segurança no Ártico; Trump recuou das ameaças de tomar a Groenlândia, e não ficou claro quais seriam os termos de um eventual acordo com a Otan.
França e Canadá abriram consulados na capital da Groenlândia, Nuuk, nesta sexta-feira 6. A decisão é vista como apoio a Dinamarca e ao território ártico em meio a tensões geopolíticas na região. A atuação marca fortalecimento de presença no Ártico.
O gesto acontece em um contexto de cobrança de Washington sobre a Groenlândia, alvo de interesse do governo dos EUA. França e Canadá reforçam cooperação com Groenlândia e Dinamarca, com foco em ciência, cultura e segurança.
França entra como o primeiro Estado-membro da UE a abrir um consulado-geral na Groenlândia, onde vivem apenas alguns cidadãos franceses. O Ministério das Relações Exteriores reiterou o respeito à integridade territorial dinamarquesa.
Fronteiras científicas e culturais
O consulado francês terá como objetivo ouvir as necessidades locais e promover iniciativas científicas e culturais, segundo o novo cônsul-geral. A cerimônia de abertura ocorreu em Nuuk, com autoridades locais presentes.
Canadá já anunciara, em dezembro, planos de abrir consulados na Groenlândia e em Anchorage, no Alasca. A ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, participou da inauguração e de reuniões com autoridades dinamarquesas e groenlandesas.
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