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Grupos legais pressionam polícia australiana a prender general que acompanha o presidente israelense

Grupos legais australianos pedem à Polícia Federal australiana que investigue e prenda Doron Almog, integrante da comitiva do presidente de Israel, por supostos crimes de guerra

Three legal groups have requested that the AFP investigate Doron Almog (pictured) over allegations of war crimes – which he denies – arising from his time as a commanding officer in the Israeli military.
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  • Grupos jurídicos australianos acionaram a Polícia Federal Australiana para investigar e possivelmente prender Doron Almog, que acompanha o presidente de Israel, Isaac Herzog, durante a viagem ao país.
  • Almog já enfrentou mandados de prisão no passado, relacionados a denúncias de crimes de guerra na Faixa de Gaza em 2002, que ele nega.
  • Em 2005, Almog quase foi detido no aeroporto de Heathrow, em Londres, quando a polícia informou sobre um mandado relacionado a operações que teriam destruído casas palestinas.
  • A acusação também envolve suposta participação dele na transferência de civis israelenses para a Cisjordânia, enquanto comandava aForça Sul do Exército de Israel entre 2000 e 2003.
  • Herzog visita a Austrália após convite do governo local; autoridades australianas encaminharam a denúncia ao Comando de Investigações Especiais da Polícia Federal para avaliação.

O grupo australiano e palestino de defesa legal pediu à polícia federal australiana que investigue e possibly prenda Doron Almog, integrante da comitiva do presidente de Israel, Isaac Herzog. A ação ocorre em meio a protestos contra a visita e críticas de algumas figuras do governo australiano.

Doron Almog é um tenente-general reformado das Forças de Defesa de Israel e presidente da Jaison Agency for Israel, instituição que fomenta a Aliyah. Ele já teve mandados de prisão emitidos em Londres por suposto desvio de guerra em Gaza em 2002, acusações que nega. O governo britânico retirou o mandado posteriormente.

Segundo a denúncia apresentada, Almog comandou operações do Exército em Gaza entre 2000 e 2003, com supostas violações de direitos humanos e incidentes como a destruição de casas. A acusação também envolve participação na transferência de civis israelenses para áreas ocupadas. Os detalhes são objeto de análise pela Special Investigations Command da AFP.

O material foi apresentado pela Australian Centre for International Justice, Al Haq e Al Mezan Center for Human Rights, que não estimam uma resposta automática, mas defendem a abertura de investigações com base na lei australiana. A documentação sustenta que graves violações podem configurar crimes sob a legislação australiana.

Arraf, diretora executiva da ACIJ, afirmou que Almog não deveria ter entrada permitida no país. Em declarações, a defesa das organizações destaca que, caso Almog entre na Austrália, ele deve ser responsabilizado pelas alegações apresentadas. Os defensores apontam uma necessidade de responsabilização internacional por possíveis violações.

A AFP encaminhou a denúncia ao Comando de Investigações Especiais para avaliação. Além do tema das acusações, a visita de Herzog aos EUA tem gerado controvérsia no cenário político australiano, com parte dos membros do governo público expressando desconforto com o convite.

Herzog visita a Austrália como chefe de estado, em meio a um contexto de ataques recentes e debates sobre cooperação regional. O governo australiano destaca que a viagem visa fortalecer a unidade nacional, embora algumas vozes do laboratório parlamentar manifestem reservas.

A agência de imprensa pediu posicionamentos a Almog, à Jewish Agency for Israel e à AFP, sem obter respostas públicas até o momento. A cobertura segue acompanhando os desdobramentos legais e políticos ligados à visita presidencial e às investigações em curso.

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