Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Herança do Afeganistão em destaque em show em Doha

Exposição em Doha destaca milênios de arte afegã, com peças históricas emprestadas e obras contemporâneas, em meio a tensões políticas e preservação cultural

Installation view with an early 13th-century ewer (Ghurid or Ilkhanid period) with silver and copper inlaid decoration displayed on the far right
0:00
Carregando...
0:00
  • Exposição Empire of Light: Visions and Voices from Afghanistan fica no Museum of Islamic Art, em Doha, até 30 de maio, integrada à semana Art Basel Qatar.
  • A mostra reúne obras recentes da coleção do MIA e empréstimos de instituições como The National Collection of Qatar, Lusail Museum e Qatar National Library‑Qatar Foundation, além de itens de museus e bibliotecas internacionais.
  • São exibidos desde peças de Timóurida até objetos de épocas pré‑islâmicas, incluindo um jarro do século XIII (período ghuride ou ilkane) com decoração em prata e cobre, e um folio de Corão em kufic (século IX).
  • Não há objetos de museus afegãos, mas há modelos em madeira criados em Kabul pelo Jangalak Vocational Training Centre, fundado pelo Aga Khan Trust for Culture, incluindo o Noh Gunbad, considerado o mais antigo edifício islâmico dos Territórios Islâmicos Orientais.
  • A mostra aborda as mudanças históricas do Afeganistão, incluindo o impacto recente do Taliban desde 2021, e apresenta obras contemporâneas, como Un-Safe Heaven (2025) de Khadim Ali, que trata do êxodo e da memória coletiva.

A exposição Empire of Light: Visions and Voices from Afghanistan está em cartaz no Museum of Islamic Art (MIA) de Doha até 30 de maio, como destaque da semana Art Basel Qatar. O foco é a história e a arte afegãs desde tempos pré-islâmicos até o presente, a partir da coleção do MIA.

A curadoria é de Nicoletta Fazio, com participação de Thomas Lentz. A mostra reúne peças históricas de países islâmicos e empréstimos de museus e bibliotecas internacionais, incluindo instituições da União Europeia e dos Estados Unidos. Objetivo: evidenciar a diversidade das tradiões artísticas da região.

Contexto histórico

O levantamento inclui um aguazá do século 13, com decoração em prata e cobre, da época ghuride ou ilkânida, além de um folio de um calígrafo Qurã em kufi, com tinta, ouro e aquarela do século IX. Não há objetos de museus afegãos na mostra.

Modelos de madeira de alto porte, produzidos em Kabul no Jangalak Vocational Training Centre, foram trazidos por meio da AKTC, parceira institucional. Um dos modelos retrata o que resta da mesquita Noh Gunbad, destacando a passagem entre culturas religiosa e histórica no território.

Empréstimos e logística

A equipe contou com empréstimos da National Collection do Qatar, do Lusail Museum e da Qatar National Library-Qatar Foundation. Além disso, o Smithsonian, nos Estados Unidos, forneceu itens europeus e norte-americanos. A logística envolveu procedimentos padrão para empréstimos internacionais.

Intervenções contemporâneas

A exposição inclui obras atuais, como Un-Safe Heaven (2025) do artista Khadim Ali, originário da comunidade hazara no Afeganistão. A instalação têxtil aborda a evacuação e a memória, transformando o artesanato doméstico em registro público de ausência e resiliência.

Perspectivas históricas e atuais

Seções como The Eastern Frontier acompanham a formação do Islã no país desde o século VII, enquanto outras áreas destacam arquitetura, vida intelectual sob o Timúridas em Herat e os encargos históricos da modernidade afegã. A curadoria enfatiza continuidade cultural mesmo em tempos de turbulência.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais