- Irã e Estados Unidos devem se reunir em Muscat, Omã, na sexta-feira para negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas há disputa sobre a agenda.
- Washington quer tratar de programa nuclear, mísseis balísticos, apoio a grupos na região e o tratamento aos próprios cidadãos; Teerã aponta para foco apenas em questões nucleares.
- Teerã disse que a negociação ocorrerá com autoridade e visa um entendimento “justo, mutuamente aceitável e digno” sobre a questão nuclear.
- A tensão aumenta com a forte presença naval dos EUA na região e o endurecimento da repressão a protestos no Irã, que elevou temores de conflito regional.
- No núcleo das negociações, o Irã insiste em seu direito de enriquecer urânio, podendo flexibilizar o HEU (entre 400 kg) e aceitando zero enriquecimento sob um arranjo de consórcio, enquanto rejeita discussões sobre defesa e alcance de mísseis.
Iran e Estados Unidos devem realizar negociações de alto risco em Omã na sexta-feira, para discutir o programa nuclear de Teerã. O encontro ocorre em meio a divergências sobre a pauta, com o objetivo de evitar uma escalada para um possível confronto militar na região.
Os EUA propõem abordar também mísseis balísticos, apoio a grupos armados na região e o tratamento aos protestos na resposta ao governo iraniano. Em contrapartida, o Irã quer tratar apenas de questões nucleares, segundo declarações de autoridades de Teerã.
O governo iraniano já indicou que a reunião deve ocorrer em Muscat com o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi e o enviado americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, participando apenas da pauta nuclear. Baghaei destacou que Teerã levará as negociações com autoridade e objetivo de um entendimento justo.
A tensão aumenta diante da presença naval dos EUA no Golfo, que o governo americano descreve como uma grande mobilização. Washington argumenta que a deterioração interna no Irã e as tensões regionais elevam o risco de conflito.
Pontos de discórdia na agenda
Os diplomatas tentam conciliar as posições, mas persistem divergências sobre a abrangência da discussão. Entidades de segurança alertam para o risco de que avanços no diálogo sejam limitados sem acordo sobre o conjunto de questões.
Contexto regional e militar
O Irã vem aumentando a presença de capacidades militares e sinaliza flexibilidade em relação à enrichimento de urânio, ainda que mantenha o direito não negociável de enriquecer. Fontes iranianas indicaram disposição para discutir detalhes de urânio e reduzir volumes sob condições de cooperação.
O cenário é marcado por receios de ações militares, com retaliações prováveis caso haja falha nas negociações. Analistas ressaltam que a cooperação internacional é crucial para evitar uma escalada maior na região e proteger civis.
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