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Negociações nucleares indiretas EUA e Irã não avançam significativamente

Negociações indiretas entre EUA e Irã em Muscat avançam pouco; pela primeira vez, o general das forças no Oriente Médio participa, elevando tensão e risco de escalada

Jared Kushner looks on as U.S. special envoy Steve Witkoff shakes hands with Omani Foreign Minister Sayyid Badr al-Busaidi.
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  • EUA e Irã realizaram conversações indiretas em Muscat, primeira reunião formal desde junho de 2025, com a participação direta do chefe do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper.
  • Teerã afirmou que o início foi “bom”, mas destacou que a desconfiança entre os dois lados é um obstáculo sério aos diálogos.
  • O governo norte‑americano sinalizou interesse em expandir a agenda para além do nuclear, incluindo mísseis balísticos, apoio a grupos na região e direitos humanos; o Irã prefere manter o foco apenas no programa nuclear.
  • As negociações foram descritas como úteis para esclarecer posições, mas com obstáculos significativos, enquanto os EUA impuseram novas sanções a entidades, navios e indivíduos ligados ao que chamam de frota sombra iraniana.
  • Em desdobramentos externos, Canadá e França abriram consulados em Nuuk, Groenlândia, e houve um ataque a um vice‑chefe da inteligência militar russa em Moscou.

Ações indiretas entre Estados Unidos e Irã ocorreram em Muscat, Omã, na sexta-feira, marcando a retomada potencial de negociações sobre o programa nuclear. Pela primeira vez, o principal comandante militar dos EUA no Oriente Médio participou das conversas. O encontro ocorreu após semanas de tensão entre as duas partes.

As negociações, inicialmente previstas para Turquia, tiveram venue alterado a pedido de Teerã, que também buscou excluir representantes de outros países da região. Segundo fontes, houve encontros diretos entre autoridades dos dois lados, em meio a notas de cautela sobre a desconfiança mútua.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi declarou que o encontro foi útil para esclarecer posições, mas ressaltou o desafio da desconfiança. O governo dos EUA indicou haver sanções adicionais contra entidades associadas ao que Washington chama de frota sombra do Irã.

Aspectos diplomáticos e riscos regionais

O governo americano intensificou a pressão, com a presença do almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, na mesa de negociações. As autoridades dos EUA têm sinalizado desejo de ampliar o debate, incluindo o programa de mísseis balísticos e o apoio iraniano a grupos regionais.

Paralelamente, novos obstáculos surgiram na esfera regional, com o apoio de aliados para evitar uma escalada. Analistas apontam que, sem acordo, há riscos de agravamento das tensões no Golfo e de repercussões sobre guerras locais.

Outros desdobramentos

Na mesma semana, Canadá e França inauguraram consulados em Nuuk, Groenlândia, como demonstração de cooperação internacional. O movimento ocorre em meio a interesses estratégicos na região ártica e tensões com a China e outros atores.

Ainda no cenário internacional, um ataque em Moscou feriu o vice-chefe da agência de inteligência militar russa, atribuído inicialmente à Ucrânia segundo autoridades russas. O episódio elevou a tensão em meio a negociações entre Rússia e Ucrânia apoiadas por intermediários.

A Casa Branca não emitiu pronunciamento sobre as negociações em Omã até o fechamento deste texto. Em paralelo, o governo dos EUA anunciou novas sanções contra entidades ligadas ao setor petrolífero iraniano, sob alegação de evasão de sanções.

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