- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou três milhões de documentos sobre Jeffrey Epstein, que mencionam Bill Gates e a relação entre eles, iniciada em 2011 e encerrada no fim de 2014, com tentativas de criar um fundo filantrópico.
- Entre as alegações de Epstein estão uso de drogas por Gates, participação em encontros ilícitos e a acusação de ter fornecido antibióticos a Melinda French Gates; a Fundação Gates classificou as acusações como absolutely absurdas e completamente falsas.
- Gates afirmou publicamente que esteve apenas em jantares com Epstein, não em sua ilha, e Melinda French Gates disse que as informações reacenderam memórias dolorosas de seu casamento.
- Epstein tentou envolver Gates em um fundo filantrópico respaldado por grandes bancos, incluindo o JPMorgan Chase; o plano perdeu força em 2014, após Gates considerar a ideia inviável com vários parceiros.
- Não há qualquer documento que relate envolvimento de Gates em atividades ilegais ligadas a Epstein; Gates e representantes negam irregularidades, ressaltando que as conversas se limitavam a filantropia.
O Departamento de Justiça dos EUA tornou públicos três milhões de documentos sobre Jeffrey Epstein, ampliando o conjunto de informações sobre Bill Gates. Os papéis incluem e-mails, mensagens de texto e outros registros que mencionam o bilionário, fundador da Microsoft.
A documentação revisita o relacionamento entre Gates e Epstein, iniciado em 2011, após a condenação do financista por aliciamento de menor. O material aponta encontros em Nova York e outros contextos, além de tentativas de estruturar um fundo filantrópico com participação de Gates. A relação pode ter ficado distante no fim de 2014.
Entre as alegações debatidas nos documentos, há menções a uso de substâncias e a encontros ilícitos atribuídos a Epstein. A Fundação Gates classificou as acusações como falsas. Gates afirmou publicamente que participou de jantares com Epstein, mas que não esteve na ilha do financiista.
A Fundação Gates informou que as acusações não têm relação com a atuação do bilionário na filantropia e que houve distanciamento definitivo com Epstein. Melinda French Gates relatou que as lembranças provocaram dor em seu casamento. Ambos reforçaram que não houve envolvimento em atividades ilegais.
Os registros não comprovam atividades criminosas de Gates em conjunto com Epstein, nem que o bilionário tivesse conhecimento direto de um esquema de tráfico. Gates reiterou que o vínculo se limitou a discussões sobre projetos filantrópicos orientados à saúde global.
Segundo a imprensa, Gates pode ter participado de encontros com Epstein por meio de representantes da Fundação Gates, como Melanie Walker e Boris Nikolic. Vôos em jatinho particular do financista são mencionados, mas portas-vozes negam uso para fins não autorizados.
O projeto do fundo filantrópico, caso fosse viabilizado, envolveria recursos de Gates com apoio de instituições financeiras, segundo relatos citados pelos veículos de imprensa. Em 2014, os planos teriam sido considerados, mas não chegaram a adesão formal.
Após o rompimento, relatos indicam que Epstein tentou manter contato de modo discreto com Gates e sua equipe mesmo após 2014. Mensagens de 2015 a 2019 sugerem tentativas de aproximação, que não prosseguiram.
Em 2025, Gates reconheceu ao Wall Street Journal ter sido imprudente ao socializar com Epstein e afirmou que o relacionamento não se traduzia em benefícios para a filantropia. A Fundação Gates ressaltou que as acusações são infundadas.
Melinda French Gates manifestou que o tema reacendeu memórias dolorosas e que as dúvidas sobre Epstein devem ser tratadas pelas vítimas. Ela reconheceu que a situação influenciou seu divórcio, enfatizando que não houve tolerância a condutas inadequadas.
FBI abriu questionamentos sobre Gates em 2020, após a morte de Epstein, para entender possíveis ligações. Até o momento, não houve confirmação de vínculos relevantes entre Gates e Epstein que justifiquem ações legais. A Microsoft não comentou o caso.
Fontes do material incluem o Departamento de Justiça, The New York Times, Wall Street Journal, NPR e 9 News, além de reportagens da Forbes. As instituições envolvidas não divulgaram comentários adicionais até a publicação desta matéria.
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