- Os pais de Trystan Pidoux protestam a respeito da condução suíça de autópsias dos vítimas do incêndio no Le Constellation Bar, em Crans-Montana, enquanto aguardavam a decisão de promotores sobre a necropsia.
- A família, após a própria planear o enterro, acabou cancelando a cerimônia da morte do filho quando médicos chegaram na vigília final para levar o corpo.
- Trystan foi, a pedido da família, uma das poucas vítimas a passar por autópsia antes da liberação dos corpos pelas autoridades suíças; muitos outros corpos não foram autopsiados.
- Há possibilidade de exumação de alguns corpos sob investigação de famílias e advogados, para esclarecer as causas da morte.
- O caso já levantou dúvidas sobre a investigação, com críticas da Itália e questionamentos sobre a condução de provas, abrindo espaço para debates sobre a confiança no sistema de justiça suíço.
Trystan Pidoux, de 17 anos, morreu no incêndio de um bar em Crans-Montana, na Suíça. Seus pais aguardavam a atuação dos promotores para autorizar a autópsia, sem resposta até a celebração fúnebre iminente.
Vinciane Stucky e Christian Pidoux decidiram realizar o enterro de seu segundo filho, que estava na cidade para comemorar a véspera de Ano Novo no Le Constellation Bar e nunca voltou.
Na véspera do enterro, médicos chegaram à vigília da mãe, levaram o corpo e forçaram a família a cancelar o sepultamento, deixando a sepultura vazia.
A família afirmou que o impacto foi profundo: “parecia que continuavam nos ferindo mesmo já mortos”, disse Stucky em casa, na região Ocidental da Suíça. Trystan foi sepultado dias depois, ao lado do melhor amigo.
Procuradores do cantão de Valais não comentaram a Reuters, afirmando se comunicar apenas por meio de coletivas. A ausência de autópsias para todos os corpos tem causado dúvidas entre famílias das vítimas.
Autópsias e investigações
A família de Trystan pediu autópsia por meio de seu requerimento, feito para alguns casos de mortes violentas ou suspeitas. A prática buscava esclarecer a causa do óbito.
Fontes próximas ao caso indicam que apenas alguns corpos passaram por autópsia antes da liberação oficial, o que gerou desconfiança entre familiares e advogados.
A Itália, que criticou a condução da investigação suíça, realizou autópsias nos seis cidadãos italianos após repatriação. Isso ocorreu por decisão de suas autoridades, conforme apurado em Rome.
A URMF, instituto forense suíço, afirma que autópsias são normalmente efetuadas a pedido de promotores em casos de mortes violentas, suspeitas ou súbitas.
O caso envolve quatro pessoas sob investigação, incluindo proprietários do bar e autoridades locais, que admitem falhas em inspeções. O advogado da família Pidoux afirma ter dúvidas sobre a coleta de provas remanescentes.
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