- Um tribunal nigeriano ordenou que o governo britânico pague 420 milhões de libras esterlinas às famílias de vinte e um mineiros mortos há quase oitenta anos.
- O pagamento envolve vinte e uma famílias, cada uma recebendo 20 milhões de libras esterlinas.
- Em dezoito de novembro de mil novecentos e quarenta e nove, a polícia abriu fogo contra trabalhadores que ocupavam a mina do vale de Iva, no estado de Enugu.
- Cinqüenta e uma pessoas ficaram feridas no ataque, que intensificou os apelos pela independência da Nigéria, conquistada em mil novecentos e sessenta.
- O juiz Anthony Onovo reconheceu o veredito; as autoridades britânicas não participaram do julgamento, apesar da notificação, e ainda não houve notificação formal para o cumprimento.
Um tribunal nigeriano determinou que o governo britânico pague 420 milhões de libras esterlinas às famílias de 21 mineiros mortos há quase oito décadas durante uma tentativa de ocupação na mina do vale de Iva, em Enugu.
O caso foi apresentado pelo ativista de direitos humanos Mazi Greg Ono na região de Enugu. A decisão foi proferida pelo juiz Anthony Onovo, em sentença publicada nesta semana.
Conforme a decisão, o pagamento fica estipulado em 20 milhões de libras por família, totalizando as 21 famílias envolvidas. O veredito também aponta que as vítimas morreram em 18 de novembro de 1949, após a polícia abrir fogo contra trabalhadores que protestavam contra condições de trabalho e salários não pagos.
O advogado das famílias, Yemi Akinseye-George, afirmou à AFP que pedirá ao procurador-geral e ao Ministério das Relações Exteriores da Nigéria que notificassem Londres e iniciem os trâmites diplomáticos para o cumprimento da sentença assim que receberem a cópia oficial.
As autoridades britânicas não compareceram ao julgamento, apesar da notificação formal, segundo o advogado. O governo britânico não se manifestou publicamente sobre o caso.
O tribunal citou precedentes de indenização estatal em casos de violação de direitos humanos. Em 2013, o Reino Unido havia reconhecido indenização a quenianos vítimas da revolta Mau Mau, na década de 1950, como referência de reparação.
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