- Trump assinou proclamação para aumentar as importações de carne bovina argentina com baixo imposto de importação.
- A medida aumenta a cota tarifária em 80.000 metric tons, valendo apenas para cortes magros que são misturados à carne nacional para hambúrguer.
- Economistas dizem que a mudança deve reduzir custos para consumidores, mas o efeito sobre os preços deve ser pequeno.
- A decisão ocorre após pressão de criadores de gado, que criticaram a medida; o setor enfrenta seca e redução do rebanho nos últimos anos.
- Em 2024, os EUA importaram cerca de 33.000 metric tons de carne argentina, o equivalente a 2% do total das importações; há também um acordo comercial que facilita acesso de mercadorias americanas ao mercado argentino.
Donald Trump assinou nesta sexta-feira uma proclamação para ampliar as importações de carne bovina argentina com tarifa baixa nos EUA. A medida visa reduzir custos para consumidores, mas economistas apontam que o impacto nos preços deve ser limitado.
A decisão foi anunciada pelo Trump após pressão para enfrentar a acessibilidade de preços, tema que ganhou força política no país. A medida foi revelada por um portavoz da Casa Branca em outubro.
A mudança aumenta a cota de tarifas para a carne bovina argentina em 80 mil toneladas métricas, permitindo maior envio de cortes menos nobres ao mercado americano. O aumento vale apenas para aparas de carne bovina magra.
Segundo o decreto, essas aparas são misturadas ao fornecimento doméstico para a produção de carne moída. A prática busca ampliar opções de abastecimento sem deslocar drasticamente o mercado interno.
A reação entre pecuaristas norte-americanos foi de ceticismo quanto aos efeitos na área de preços. Alegam que a medida não resolve problemas estruturais, como prazos de entrega e custos de produção.
Paralelamente, EUA e Argentina passaram a negociar um acordo comercial mais amplo, com acesso preferencial a mercados para bens de cada um. Analistas dizem que o acordo pode sustentar fluxos comerciais, sem alterar significativamente os preços ao consumidor.
Em 2024, as importações de carne argentina somaram aproximadamente 33 mil toneladas, cerca de 2% do total de importações de carne bovina, segundo dados oficiais. A projeção é de impacto limitado sobre o custo para o consumidor.
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