- Jornalistas iranianos exilados que trabalham para a BBC dizem que seus movimentos são monitorados pelo Estado e que familiares no Irã têm sido interrogados e punidos para tentar frear as coberturas.
- Famílias foram alertadas sobre prisões, apreensão de bens e riscos financeiros caso a cobertura de protestos não fosse interrompida.
- Existem relatos de familiares informados de que autoridades sabem onde trabalham, quando estão online e até a posição na redação.
- O contexto inclui protestos desde o fim de 2023, interrupção da internet iniciada em janeiro e violência na repressão — fatores que aumentaram a pressão sobre os jornalistas.
- Alguns profissionais já deixaram a BBC devido à pressão financeira sobre os familiares; outros continuam sob ameaça, com medidas de segurança adicionais sendo adotadas.
A equipe de jornalistas persa da BBC afirmou que está sendo monitorada pelo Estado iraniano e que familiares no Irã foram pressionados para reduzir a cobertura das manifestações. A pressão inclui ameaças de prisão e a apreensão de bens, caso as reportagens continuem.
Segundo relatos, pais de repórteres foram informados de que as forças de segurança conhecem onde trabalham, seus horários e até a posição exata no estúdio. A BBC Persian alcança cerca de 30 milhões de pessoas por semana, com as denúncias ocorrendo após o agravamento dos protestos que já deixaram centenas de mortos.
Os jornalistas disseram ter recebido avisos de que continuam alvos de serviços de segurança, mesmo estando no Reino Unido. Alguns passaram a adotar medidas extras de proteção após receberem ameaças graves, incluindo possíveis assassinatos ou sequestrios.
Relatos indicam que parte da pressão veio também por meio de pressão financeira sobre familiares, com relatos de congelamento de ativos e de licenças de negócios being removidas. Em alguns casos, repórteres já desistiram da função devido ao peso financeiro sobre parentes.
Um repórter anônimo relatou que o pai foi detido e avisado sobre o monitoramento de jornalistas no exterior, com informações detalhadas sobre residência, telefone e dúvidas sobre a segurança de Londres. A situação se agrava desde a queda de internet que começou em 8 de janeiro, durante os protestos.
A gravidade do tema se mantém, mesmo com a recuperação parcial do acesso à rede. As autoridades iranianas enfrentam denúncias de repressão durante uma onda de manifestações contra o governo, que já provocou grandes deslocamentos e críticas internacionais.
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