- Lula critica a pressão dos Estados Unidos sobre Cuba e diz que o Brasil pode ajudar o povo cubano diante do que chama de especulação financeira externa.
- O presidente afirma que a Venezuela deve ter uma solução decidida pelo seu povo, não pelos Estados Unidos ou por Donald Trump.
- Lula destaca a parceria do Brasil com a China como motivo de orgulho e gratidão.
- As falas foram proferidas durante o encerramento de evento que celebra os 46 anos do PT, em Salvador, Bahia.
- O tema de terras raras foi citado no contexto da disputa entre EUA e China, com dados de que a China controla 70% da extração e 90% do processamento; Washington busca alianças com mais de cinquenta países e a criação de um estoque estratégico de minerais críticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a pressão dos Estados Unidos sobre Cuba e defendeu que a Venezuela deve ser resolvida pelo povo venezuelano, não por Washington. As declarações foram feitas durante o encerramento de evento em Salvador, na Bahia, que marcou os 46 anos do PT.
Lula afirmou que o Brasil é solidário ao povo cubano, vítima de ações especulativas dos EUA. Em seguida, reforçou que a solução para a Venezuela precisa partir do próprio povo venezuelano, ressaltando a autonomia do país nesse tema.
O presidente também mencionou reuniões sobre terras raras, destacando a parceria entre Brasil e China como positiva. Disse estar grato pela cooperação com Pequim, classificada como bem-sucedida.
Disputa por terras raras
A disputa entre EUA e China pela liderança no setor ganhou fôlego no início de 2026. Washington busca alianças para reduzir a dependência da cadeia liderada pela China, que hoje controla grande parte da extração e do processamento.
Dados oficiais indicam que a China domina cerca de 70% da extração e 90% do processamento global de terras raras. O governo americano tem promovido negociações multilaterais e o uso de estoques estratégicos para conter o domínio chinês.
As ações americanas envolvem articulações com mais de 50 países, incluindo o Brasil, sob a justificativa de aumentar a segurança geopolítica e econômica global. A China, por sua vez, acusa Washington de alterar a ordem comercial internacional.
*Esta reportagem está em atualização*
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