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Trump afirma não ter visto parte racista do vídeo e não se desculpará

Trump afirma não ter visto o trecho racista do vídeo com Obama e Michelle; conteúdo foi removido e gerou críticas entre correligionários republicanos

Republican presidential nominee and former U.S. President Donald Trump wears a flesh-colored bandage on his ear as he holds a campaign rally for the first time with his running mate, Republican vice presidential nominee U.S. Senator J.D. Vance (R-OH) in Grand Rapids, Michigan, U.S. July 20, 2024. REUTERS/Tom Brenner
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  • Trump publicou um vídeo em seu perfil que retrata o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira dama Michelle Obama com corpos de macacos, vinculado a teorias de fraude eleitoral de 2020.
  • O vídeo durava cerca de um minuto; a imagem de Obama e Michelle foi incluída nos segundos finais, e a postagem foi apagada após críticas.
  • Trump disse que não viu a parte racista, que não houve erro da parte dele e que a republicação não foi feita por ele, mas por outra pessoa.
  • Ainda dentro do Partido Republicano, o senador Tim Scott criticou a postagem, e o deputado Mike Lawler afirmou que foi extremamente ofensiva e que Trump deveria se desculpar.
  • O tema de fraude eleitoral segue em pauta, com desmentidos sobre as acusações ligadas à eleição de 2020; a situação ocorre em meio a debates sobre o apoio de Trump para eleições de novembro.

Donald Trump publicou em suas redes sociais um vídeo que retrata o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama com cabeças de macacos, ligado a teorias de fraude eleitoral de 2020. O trecho racista foi usado como parte de uma compilação de supostas denúncias de fraude. O vídeo ficou disponível por cerca de um minuto antes de ser removido pelo próprio mandatário.

O presidente afirmou não ter visto a parte ofensiva e disse que não vai pedir desculpas. Trump disse ainda que analisou milhares de conteúdos e que viu apenas o início do material, que considerou aceitável. Segundo ele, a republicação decorreu de terceiros e não dele.

A repercussão foi rápida: líderes republicanos pediram desculpas e o número de críticas aumentou após a postagem ser apagada. Entre as vozes dissidentes internas ao partido, houve cobrança por reparação pública.

Reações dentro do partido

O senador Tim Scott, o único republicano negro no Congresso, afirmou ter rezado para que o vídeo fosse falso, classificando-o como uma das manifestações mais racistas já vistas na Casa Branca. O deputado Mike Lawler classificou a postagem como extremamente ofensiva, pedindo retratação.

A divulgação coincidiu com dezenas de publicações repetindo acusações de fraude eleitoral de 2020 que já foram contestadas. Em resposta a pautas similares, a Fox News chegou a um acordo extrajudicial de US$ 787 milhões com a Dominion Voting Systems, para encerrar um processo de difamação.

Contexto político e cenário eleitoral

Analistas apontam que o repúdio interno ao vídeo pode afetar a atuação de Trump no cenário eleitoral, onde há expectativas de mudança na composição da Câmara e do Senado nas eleições de novembro. Segundo comentaristas, a retomada de alegações de fraude reforça a polarização.

A problema envolve ainda o ritmo da campanha: sinais indicam que a base pode manter apoio, enquanto opositores veem riscos de desgaste por episódios de alto teor polêmico. A ordem entre os campos é de monitorar desdobramentos e consequências para a disputa.

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