- A tumba de Albert Kemp, soldado Anzac enterrado no Gaza War Cemetery, foi quase certamente demolida pelas Forças de Defesa de Israel, junto de centenas de outros corpos de guerra da Commonwealth.
- Imagens de satélite mostram grêmios removidos e terreno perturbado nas seções A e B do cemitério, com um canteiro de terra no meio, indicativo de destruição no último ano.
- O Exército de Israel afirmou ter destruído as sepulturas para neutralizar infraestrutura terrorista subterrânea durante operações, visão recebida com ceticismo pelas famílias dos militares australianos.
- Wilma Spence, filha de Kemp, não recebeu confirmação oficial e vem cobrando respostas desde 2023, escrevendo ao primeiro-ministro australiano; deseja que funcionários do Office of Australian War Graves avalihem os danos.
- O governo australiano reconheceu danos significativos ao Gaza War Cemetery; a Commonwealth War Graves Commission planeja assegurar e reparar assim que for seguro, com a visita do presidente de Israel, Isaac Herzog, destacando a cobrança internacional.
A mãe de Albert Kemp, Wilma Spence, tenta entender o que houve com o túmulo do pai, Anzac, no Gaza War Cemetery. Segundo relatos, a tumba dele foi destruída pela força israelense, junto com centenas de outros jazigos.
A família soube da provável destruição por imagens de satélite que mostram interrupções graves nas áreas onde estão os túmulos de soldados da Commonwealth. Wilma não recebeu confirmação oficial, apenas mencões sobre danos no cemitério.
Albert Kemp serviu na Austrália durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se cabo e morreu em 1942, aos 27 anos, em território palestino. Seu corpo está entre os soldados enterrados no local.
Situação atual no cemitério
Imagens de satélite indicam remoção de fileiras de lápides e distúrbios no solo nas áreas A e B do cemitério, onde estão sepultados majoritariamente soldados australianos. Um rampamento de terra é visível atravessando a área afetada.
Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirmou que as ações visaram conter infraestrutura terrorista subterrânea identificada nas proximidades do cemitério, durante operações na região. Famílias dos mortos contestam a justificativa e pedem avaliação independente.
Wilma tem se comunicado com o governo australiano desde outubro de 2023, solicitando proteção aos sítios e uma apuração das obras. Ela relata que a resposta tem sido encaminhada ao departamento de assuntos externos ou ao Office of Australian War Graves.
Reação oficial e próximos passos
O Ministério da Defesa da Austrália reconheceu, nesta semana, que houve danos significativos ao Gaza War Cemetery, incluindo tumbas de australianos. A comissão de sepulturas de guerra planeja ações de proteção e reparo, quando for seguro.
O premiê interino, Richard Marles, disse que o governo acompanha a situação com preocupação e que os trabalhos de reparo só devem ocorrer quando o cenário permitir, sem colocar em risco equipes no terreno.
Wilma quer que o governo australiano pressione Israel a permitir que a Office of Australian War Graves acesse Gaza para avaliar danos e orientar ações de restauro. Ela também solicita que o tema seja levado ao presidente israelense, Isaac Herzog, durante sua visita à Austrália.
Relatos de familiares e imprensa destacam o peso simbólico dos túmulos para quem perdeu entes queridos na guerra. A reportagem destaca ainda que a situação permanece em avaliação, com prioridades humanitárias à frente das obras de reconstrução.
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