- O opositor Juan Pablo Guanipa foi solto no domingo, dois dias antes de o Parlamento venezuelano votar uma lei de anistia geral proposta pela presidente interina Delcy Rodríguez.
- Guanipa, 61 anos, havia sido preso em vinte e três de maio de dois mil e vinte e cinco, ligado a uma suposta conspiração para as eleições de governadores e deputados.
- Ele enfrentava acusações de terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência; familiares afirmam que houve prisão injusta por mais de oito meses.
- A libertação ocorre em meio a críticas sobre a lentidão das solturas anunciadas sob pressão dos Estados Unidos; outros aliados de María Corina Machado permanecem presos, como Freddy Superlano e o assessor Perkins Rocha.
- Corina Machado comemorou a libertação, chamando Guanipa de herói e exigindo liberdade para todos os presos políticos; Guanipa divulgou vídeo com o alvará de soltura dizendo estar em liberdade.
Um opositor próximo de María Corina Machado foi liberado na Venezuela neste domingo, 8 de fevereiro. Juan Pablo Guanipa, de 61 anos, deixou a prisão dois dias antes de o Parlamento votar uma lei de anistia geral. A libertação ocorre após o governo interino anunciar novas solturas.
O governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, assumiu após a captura de Nicolás Maduro em operação militar dos EUA em 3 de janeiro. Guanipa havia sido preso em 23 de maio de 2025, sob acusações de terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência.
A família confirmou a libertação nas redes sociais, com Ramón Guanipa afirmando que a família poderá se reunir. Guanipa, que já foi vice-presidente do Parlamento, publicou um vídeo mostrando o que parece ser um alvará de soltura.
Liberdade para aliados e desdobramentos
María Corina Machado celebrou a soltura, chamando Guanipa de herói e pedindo liberdade para todos os presos políticos. Famílias e organizações não governamentais criticaram a lentidão das libertações sob pressão internacional.
Ainda há detidos ligados à oposição, como Freddy Superlano e o assessor jurídico Perkins Rocha. Superlano foi preso em julho de 2024 e havia sido inabilitado após vencer o governo de Barinas em 2021.
Exilado em Madrid, Edmundo González Urrutia pediu liberdade plena e imediata para todos os presos políticos, afirmando que as saídas parciais não encerram a perseguição. O caso de Guanipa aumenta a pressão sobre o governo interino.
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