- A embaixadora Mona Juul, uma figura de destaque da diplomacia norueguesa, vai deixar o cargo após admitir falha grave de julgamento por vínculos com o sex offender Jeffrey Epstein.
- O Ministério das Relações Exteriores da Noruega já havia suspendido Juul de suas funções como embaixadora na Jordânia e no Iraque, para uma apuração interna.
- O chanceler Espen Barth Eide afirmou que o contato de Juul com Epstein evidencia uma falha de julgamento e prejudica a confiança necessária ao cargo.
- Juul, 66 anos, já atuou como embaixadora da Noruega em Israel, no Reino Unido e nas Nações Unidas.
- O Ministério também abriu uma revisão de doações anteriores ao Instituto Internacional de Paz (IPI), think tank de Nova York ligado ao marido de Juul, Terje Roed-Larsen, que já pediu desculpas pela relação com Epstein.
O Ministério das Relações Exteriores da Noruega anunciou neste domingo que a embaixadora Mona Juul deixará o cargo devido a um gravíssimo erro de juízo por seus vínculos com Jeffrey Epstein, o ex-delinquente sexual. A decisão ocorre em meio a um escândalo que se amplia no país e na Europa.
Juul, de 66 anos, era Embaixadora da Noruega na Jordânia e no Iraque. O afastamento ocorre enquanto uma investigação interna apura ligações encontradas em um conjunto grande de arquivos divulgados pelos EUA.
A pasta ressalta que a relação de Juul com Epstein compromete a confiança necessária ao cargo e que a saída facilita o andamento da apuração. Juul já ocupou cargos na diplomacia norueguesa, incluindo em Israel, no Reino Unido e na ONU.
Desdobramentos e contexto
A notícia também aponta que a investigação envolve possíveis ligações de membros próximos da esfera pública norueguesa com Epstein. Um advogado de Juul afirmou que a embaixadora colaborará com o Ministério para esclarecer os fatos.
Há ainda a menção de uma revisão de subsídios anteriormente concedidos ao International Peace Institute (IPI), think tank de Nova York chefiado pelo marido de Juul, Terje Roed-Larsen, até 2020. Roed-Larsen já pediu desculpas por a ligação com Epstein.
O caso se soma a decisões anteriores de integrantes da elite pública norueguesa ligada a Epstein, incluindo pedidos de desculpas formais de membros da realeza norueguesa, sem que haja conclusão sobre responsabilidades específicas.
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