- Khaled Meshal afirmou que o Hamas não renunciará às armas nem aceitará dominação estrangeira na Faixa de Gaza.
- O líder disse que criminalizar a resistência e suas armas é inaceitável, e que o armamento é parte da resistência contra Israel.
- Dirigentes israelenses indicam que o Hamas ainda conta com vinte mil combatentes e dezenas de milhares de armas em Gaza.
- O plano de paz do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permanece na segunda fase, com foco no desarmamento do Hamas e na retirada gradual de tropas de Gaza.
- A proposta de governo transitório para Gaza prevê um comitê de quinze tecnocratas sob autoridade do chamado Conselho de Paz; Meshal pediu visão equilibrada para reconstrução e ajuda humanitária, sem dominação estrangeira.
O dirigente do Hamas Khaled Meshal afirmou neste domingo (8) que o movimento não entregará suas armas e não reconhecerá domínio estrangeiro na Faixa de Gaza. A declaração ocorreu durante uma coletiva em Doha, no Qatar, em meio a pressões de desarmamento por parte de Israel e dos EUA.
Meshal reforçou que criminalizar a resistência, suas armas e quem as empunha é inaceitável, e destacou que o armamento do Hamas faz parte da resistência contra a ocupação nos territórios palestinos. Ele ressaltou que a resistência é vista como direito dos povos sob ocupação.
Segundo o líder, enquanto houver ocupação, haverá resistência, e esse direito é motivo de orgulho para as nações. Meshal ocupou anteriormente o cargo de chefe do gabinete político do Hamas e hoje dirige o escritório da diáspora do movimento.
Desdobramentos da situação apontam que, após o cessar-fogo de 10 de outubro, o plano dos EUA para encerrar a guerra em Gaza prevê desarmamento do Hamas e retirada progressiva de tropas israelenses, em uma segunda fase anunciada para ocorrer em janeiro.
O Hamas governa Gaza desde 2007 e tem insistido em não abandonar as armas, ainda que não descarte entregar parte delas a uma futura autoridade palestina. Dirigentes israelenses estimam o parque de armas em dezenas de milhares, com cerca de 20 mil combatentes ativos no território.
O governo de Gaza enfrenta uma gestão transitória por um comitê de 15 tecnocratas palestinos, sob o chamado Conselho de Paz, com supervisão de uma autoridade associada à figura mencionada como Trump. A proposta envolve reconstrução de Gaza e passagem de ajuda humanitária.
Meshal pediu à nova entidade que adote uma visão equilibrada para facilitar a reconstrução e o fluxo de assistência, mantendo alerta quanto a qualquer forma de dominação externa. A ideia é conciliar reconstrução com a rejeição de imposições externas.
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