- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que reconhecer o direito de enriquecer urânio é chave para o sucesso das negociações com os EUA.
- Diplomatas americanos e iranianos participaram de conversas indiretas em Omã, buscando retomar o diálogo diante de tensões militares na região.
- Araqchi disse que zero enriquecimento jamais será aceito, defendendo discussões sobre enriquecimento dentro do Irã combinadas com construção de confiança para fins pacíficos.
- O Irã sustenta que seu programa nuclear é exclusivamente pacífico; os EUA veem o enriquecimento como possível caminho para armas.
- O próximo encontro será definido em acordo com Omã e pode não ocorrer em Muscat; Teerã também busca alívio de sanções e de-escalada militar.
DUBAI, 8 de fevereiro — O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que reconhecer o direito de enriquecimento de combustível nuclear é essencial para que as negociações com os EUA avancem. O comentário acontece em meio a negociações indiretas entre EUA e Irã, realizadas na sexta-feira, em Omã, com o objetivo de reativar o diálogo diante de tensões regionais.
O Irã insiste que o enriquecimento deve ocorrer no território nacional e para fins pacíficos, enquanto os EUA veem preocupações sobre a possibilidade de desenvolvimento de armamento nuclear. Em anos anteriores, cinco rodadas de conversações já ocorreram, com interrupções provocadas por divergências sobre o enriquecimento dentro do Irã.
A diplomacia iraniana sinalizou abertura para discutir o nível e a pureza do enriquecimento, desde que o país mantenha a capacidade de enriquecer sob supervisão internacional e receba alívios de sanções, além de desescalada militar. Araqchi ressaltou que o tema não depende apenas de aspectos técnicos ou econômicos.
Contexto e próximos passos
O ministro destacou que o programa de mísseis, motivo de cobrança dos EUA, não faz parte da agenda atual. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em rede social que as negociações representam um avanço e que os direitos do Irã devem ser respeitados sob o TNP.
O local e a data da próxima rodada dependem de acordo com Omã e podem não ocorrer em Muscat, segundo Araqchi. A próxima incerteza envolve a forma como as partes conseguirão chegar a um entendimento sobre garantias de uso pacífico e alívio de sanções.
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