- Jimmy Lai, fundador do Apple Daily e figura pró-democracia de Hong Kong, será condenado nesta segunda-feira no caso de segurança nacional mais proeminente da cidade.
- Ele foi declarado culpado em dezembro de duas acusações de conspiração para colaborar com forças estrangeiras e uma de publicação de materiais sediciosos, sendo preso pela primeira vez em 2020.
- As diretrizes da lei de segurança apontam que Lai, considerado “brainstorm” da conspiração, pode receber a pena máxima de dez anos a prisão perpétua pelos crimes considerados graves.
- Lai, de 78 anos, nega as acusações e afirma ser prisioneiro político alvo de perseguição de Beijing; defensores internacionais questionam o processo.
- Além dele, seis ex-funcionários do Apple Daily, um ativista e um paralegal serão também sentenciados; há preocupações sobre a saúde de Lai durante a prisão.
Jimmy Lai, empresário de mídia e figura pró-democracia de Hong Kong, será condenado nesta segunda-feira no caso de segurança nacional mais repercutido da cidade. Foi condenado em dezembro por dois crimes de conspiração para colaborar com forças estrangeiras e um de publicação de materiais sediciosos. Lai foi preso pela primeira vez em 2020.
A decisão ocorre em meio a quase cinco anos de processo envolvendo o fundador do jornal Apple Daily, hoje fechado, e o endurecimento da legislação de segurança nacional em Hong Kong. As autoridades apontam que Lai atuou como “cabista” de uma conspiração para buscar sanções estrangeiras contra Hong Kong e a China.
Enquanto o veredito permanece, a defesa sustenta que Lai é um prisioneiro político enfrentando perseguição por Beijing. Críticos internacionais destacam a preocupação com a liberdade de imprensa no território.
Além de Lai, outros envolvidos no caso serão sentenciados, incluindo ex-colaboradores do Apple Daily e um defensor. A tramitação ocorre em meio a uma ofensiva regulatória que intensificou o controle sobre atividades pró-democracia.
Analistas e representantes de organizações de imprensa relatam impactos na liberdade de expressão local. Grupos de defesa apontam que a aplicação da lei de segurança tem efeitos sobre jornalistas e ativistas.
Desdobramentos políticos ganham atenção global, com autoridades de diversos países discutindo possíveis ações diplomáticas. A situação de Lai também instiga debates sobre direitos humanos e o papel da imprensa na China e região.
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