- Cerca de 53 milhões de tailandeses são chamados às urnas neste domingo para eleições gerais e um referendo sobre mudanças na Constituição.
- O Partido do Povo (PP), reformista, aparece como favorito, seguido pelo conservador Bhumjaithai (BJT); nenhum deve obter vaga maioria, exigindo alianças.
- O plebiscito questiona se a Tailândia deve ter uma nova Constituição, o que pode abrir um processo longo com mais dois referendos.
- As eleições foram convocadas antecipadamente pelo primeiro ministro interino Anutin Charnvirakul, líder do BJT, após instabilidade política e três chefes de governo desde 2023.
- O contexto inclui tensões com Camboja e mudanças no cenário político, com o PP buscando consolidar apoio apesar do veto de governos anteriores e mudanças no Senado em 2024.
O país realizará eleições gerais neste domingo para definir o próximo governo e decidir se haverá mudança na Constituição vigente, promulgada após o golpe militar de 2014. O pleito ocorre em meio a uma fase de instabilidade política e a tensões com a vizinha Camboya, palco de choques envolvendo os dois países.
Estimativas indicam que cerca de 53 milhões de tailandeses estão aptos a votar. A expectativa aponta para a divisão entre o reformista Partido do Povo (PP) e a coalizão conservadora liderada pelo Bhumjaithai (BJT). A disputa envolve a Câmara de Representantes e um referendo sobre a atual Carta Magna.
A votação acontece em todo o território, com abertura dos locais de sufrágio pela manhã. Em Bangkok, centros como o bairro de Ekkamai registraram filas longas, com eleitores depositando três cédulas: distrital, partidária e do referendo. A participação é apresentada como alta, semelhante à registrada em 2023.
O que está em jogo
O PP surge como favorito segundo pesquisas, buscando um cambio político mais profundo e a revisão de mecanismos legais que protegem a monarquia. O BJT, por sua vez, defende continuidade institucional e promete maior estabilidade, enfatizando experiências de governo anteriores.
A história recente ajuda a entender o cenário: a gestão interina de Anutin Charnvirakul do BJT assumiu após um período de três líderes desde as eleições de 2023. A Câmara Alta recém criada em 2024 pode influenciar o apoio entre as mudanças propostas pelo PP, caso este alcance votos suficientes para governar.
O referendo sobre a nova Constituição divide especialistas e eleitores. Um sim no plebiscito seria visto como apoio a reformulações profundas, enquanto o não é interpretado por apoiadores do status quo como garantia de manter a tutela atual. O resultado pode redefinir o equilíbrio entre cortejo reformista e coalizões tradicionais.
Entre os eleitores, as avaliações variam. Alguns destacam a necessidade de resposta ao que chamam de falhas da atual Constituição e a influência de tribunais na política. Outros enfatizam a importância de estabilidade e de evitar novas incertezas institucionais, em meio a um cenário de tensões regionais.
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